
A previsão do mercado para a inflação subiu para 4,36% este ano, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (6). A estimativa do IPCA passou de 4,31% para 4,36%, em alta pela quarta semana seguida, em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio.
Detalhes do boletim Focus
O aumento na projeção ainda mantém a inflação dentro do intervalo de tolerância da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, cuja meta central é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (limite superior de 4,5% e inferior de 1,5%).
Em fevereiro, o IPCA acelerou para 0,7% devido à alta dos preços em transportes e educação; o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A inflação de março, já com possíveis impactos do conflito no Oriente Médio, será divulgada pelo IBGE na quinta-feira (9).
Taxa Selic e perspectivas do mercado
A taxa básica de juros, Selic, está em 14,75% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Na última reunião, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual por unanimidade; antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.
O boletim lembra que a Selic chegou a 15% ao ano — o maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% — após sete aumentos consecutivos de setembro de 2024 a junho de 2025, seguidos por quatro reuniões sem alteração.
O próximo encontro do Copom será nos dias 28 e 29 de abril. Nesta edição do Focus, a estimativa do mercado para a Selic até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano; para 2027 e 2028, as previsões são de 10,5% e 10% ao ano, respectivamente, e 9,75% em 2029.
PIB, câmbio e expectativas para os próximos anos
Para o crescimento da economia brasileira, as instituições financeiras mantiveram a projeção em 1,85% para este ano e em 1,8% para 2027. As estimativas para 2028 e 2029 são de expansão de 2% ao ano. Em 2025, o PIB cresceu 2,3%, segundo o IBGE.
Quanto ao câmbio, o Focus traz a previsão da cotação do dólar em R$ 5,40 para o final deste ano e em R$ 5,45 no fim de 2027.
O que isso pode significar para Manaus e o Amazonas
Oscilações na inflação, nos juros e no câmbio tendem a afetar preços, crédito e o custo de insumos na economia regional de Manaus e do Amazonas, influenciando decisões de consumo e investimento no curto e médio prazo.
Com informações da Agência Brasil





