Início Amazonas Maternidades de Manaus aplicam novo anticorpo contra vírus respiratório em bebês

Maternidades de Manaus aplicam novo anticorpo contra vírus respiratório em bebês

As maternidades estaduais em Manaus iniciaram, na última quinta-feira (5), a aplicação do nirsevimabe, um anticorpo monoclonal de dose única destinado à prevenção de infecções pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Essa nova tecnologia substitui gradualmente o palivizumabe, que demandava aplicações mensais durante a sazonalidade do vírus.


A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, destacou que a mudança amplia a proteção para crianças mais vulneráveis, representando um avanço significativo, especialmente para famílias do interior do estado. Anteriormente, essas famílias precisavam retornar à capital para completar o esquema de até cinco aplicações do medicamento anterior.


Avanço na Proteção Infantil

“Essa é uma medida importante para fortalecer a prevenção e garantir mais proteção aos bebês que apresentam maior risco de desenvolver complicações respiratórias”, afirmou Nayara Maksoud.

O vírus sincicial respiratório é uma causa comum de hospitalização em crianças pequenas, associado a quadros como bronquiolite e pneumonia. No Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), a implementação do nirsevimabe foi precedida por capacitação técnica voltada para pediatras, enfermeiros intensivistas e técnicos de enfermagem da área neonatal.

Primeiras Aplicações e Benefícios

As gêmeas Manuela e Melinda, nascidas prematuramente com 34 semanas em 23 de fevereiro, foram as primeiras a receber o novo anticorpo no IMDL. Suas filhas, em acompanhamento na unidade, receberam a injeção que visa protegê-las.

O nirsevimabe atua como um anticorpo monoclonal, oferecendo proteção direta contra o VSR e diminuindo o risco de evolução para formas graves da doença. A indicação principal é para bebês prematuros e crianças de até 24 meses com condições clínicas que aumentam sua vulnerabilidade a complicações respiratórias.

Orientações do Ministério da Saúde

De acordo com as orientações do Ministério da Saúde, crianças que já iniciaram o tratamento com palivizumabe devem concluir o esquema com o mesmo medicamento. Novos pacientes passarão a receber o nirsevimabe.

Com informações da Agência Amazonas