
O ministro do Trabalho, Marinho, afirmou que o aumento da taxa de juros foi o principal responsável pela desaceleração na criação de empregos formais no Brasil em 2025, superando o impacto de um eventual “tarifaço” (aumento de tarifas de serviços públicos). Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o país gerou 1,279 milhão de novas vagas formais no ano passado, uma redução de 23,73% em comparação com as cerca de 1,677 milhão de vagas abertas em 2024.
Este desempenho marca o pior saldo de empregos desde 2020, ano em que a pandemia de COVID-19 provocou um resultado negativo no mercado de trabalho. O saldo positivo de 2025 foi o resultado de 26,6 milhões de admissões contra 25,3 milhões de desligamentos registrados no período.
Desempenho do Mercado de Trabalho em 2025
A análise do Caged revela que o fechamento líquido de 618 mil vagas em dezembro de 2025, embora expressivo, está dentro do esperado para o período. Marinho explicou que esse movimento é influenciado por fatores sazonais, como o término de contratos temporários de fim de ano e os ajustes de custos realizados pelas empresas no encerramento do exercício fiscal.
A declaração do ministro contrasta com algumas projeções que indicavam que o aumento de tarifas de serviços públicos poderia ter um peso significativo na inflação e, consequentemente, na capacidade de geração de empregos. No entanto, Marinho enfatizou a política monetária, representada pela taxa de juros, como o fator determinante para a performance do mercado de trabalho no último ano.
Com informações da Agência Brasil





