
Um levantamento do Data Favela revela que mais da metade dos negócios atualmente em funcionamento em favelas brasileiras foram abertos a partir de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19. Este dado sublinha a resiliência e a capacidade empreendedora das comunidades, que se tornaram um motor econômico significativo.
A economia das favelas movimenta impressionantes R$ 300 bilhões por ano, segundo o Data Favela. Cleo Santana, representante da organização, destaca o papel crucial desses negócios no desenvolvimento dos territórios. “Conforme um negócio nasce, surgem oportunidades locais de emprego, mesmo que informais, ajudando a movimentar a economia local”, explica Santana. Ele acrescenta que “pequenos empreendedores tendem a comprar no local, fortalecendo outros pequenos empreendedores”, criando um ciclo virtuoso.
O Censo e o perfil dos moradores de favelas
O Censo 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informou que 8% da população brasileira reside em favelas, totalizando 16,4 milhões de pessoas. O estudo identificou 12.348 favelas em 656 municípios do país.
A pesquisa do IBGE também detalha o perfil demográfico dos moradores de comunidades. Pessoas pretas (16,1%) e pardas (56,8%) somam 72,9% da população dessas áreas. As mulheres representam a maioria, com 51,7% das habitantes.
O papel das ferramentas de gestão e crédito
Karina Meyer, da VR, ressalta a importância de ferramentas de apoio para fortalecer a economia das favelas. “Ferramentas como crédito, soluções de gestão de negócio e digitalização de processos são primordiais para construir uma economia mais forte e sustentável nas favelas”, afirma Meyer.
Com informações da Agência Brasil





