
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou ao recém-nomeado ministro da Fazenda, Dario Durigan, que apresente propostas para solucionar o problema do endividamento das famílias brasileiras. Segundo o presidente, as medidas devem ser acompanhadas de campanhas de educação financeira para auxiliar a população no planejamento de seus orçamentos.
Economia em alta, mas com desafio social
Durante visita a uma unidade industrial em Anápolis (GO), Lula destacou que, apesar do bom desempenho da economia, o endividamento da sociedade ainda é um ponto de atenção. Ele ressaltou que nem toda dívida é negativa, citando exemplos como a aquisição de imóveis ou bens duráveis que melhoram a qualidade de vida.
O problema surge, conforme o presidente, quando as prestações das dívidas excedem a renda mensal disponível. Nesses casos, a tendência é que a população culpe o governo, um comportamento que Lula reconhece.
Busca por alívio e orientação
O objetivo do governo, de acordo com o presidente, não é impedir que as pessoas contraiam dívidas para adquirir bens, mas sim encontrar formas de facilitar a quitação das dívidas existentes e promover o aprendizado sobre o gerenciamento financeiro.
“Por isso o Dario Durigan está com a função de apresentar essa solução”, afirmou Lula, mencionando também os riscos do uso excessivo do cartão de crédito e o comprometimento do orçamento futuro.
Novo ministro destaca “momento raro”
Dario Durigan, que assumiu a Fazenda após a saída de Fernando Haddad, descreveu o atual cenário econômico do país como um “momento raro”. Ele enfatizou que o Brasil está conseguindo crescer, gerar empregos, combater a fome e manter a inflação sob controle simultaneamente.
Durigan também mencionou o recorde de concessões em infraestrutura e o volume de recursos repassados a estados e municípios como ações incomuns que demonstram o compromisso do governo com diversas áreas, incluindo meio ambiente, agronegócio, indústria e democracia, visando a melhoria da qualidade de vida da população.
Desafios de produtividade e reforma tributária
O ministro apontou o aumento da produtividade e da inovação como um dos desafios para a pasta. Isso inclui a melhor formação de trabalhadores e a possível redução da escala de trabalho para dois dias de folga semanais.
Ele também destacou os benefícios esperados da reforma tributária, que deve trazer mais eficiência e racionalidade ao sistema de pagamentos de impostos, impulsionando a economia no próximo ano.
Com informações da Agência Brasil





