
A 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada no dia 31 de dezembro de 2025, entrou para a história não apenas pelo centenário da prova, mas também pela conquista inédita da paratleta amazonense Marleide Sales da Silva, de 52 anos, campeã em sua categoria PCD. Conhecida nas corridas de Manaus como “a borboletinha do asfalto”, ela levou o nome do Amazonas ao lugar mais alto do pódio em uma das provas mais tradicionais e emocionantes do mundo.
“Meu nome ficou gravado na história dessa edição 100ª da São Silvestre. Todos vão lembrar da paratleta amazonense Leide Silva que venceu no dia 31 de dezembro de 2025 e levou o Estado do Amazonas ao pódio com o primeiro lugar na minha categoria PCD”, afirmou emocionada.
Nascida e criada em Manacapuru, Marleide hoje reside em Manaus e integra o grupo de corrida Movimente-se. Ela conta que recebeu grande apoio tanto da capital quanto do interior do estado durante a preparação e também no dia da prova. “Representei o meu Estado e os PCDs com muito orgulho. Essa conquista é de todos que me apoiaram para que eu conseguisse trazer o título de paratleta campeã amazonense”, destacou.

Emoção do percurso à linha de chegada
A prova, com 15 quilômetros, foi marcada por uma mistura intensa de esforço físico e emoção. Segundo a atleta, cada trecho foi vencido com garra, lágrimas e sorrisos, impulsionados pelo apoio da torcida ao longo do percurso.
“A emoção no percurso e na chegada tomou conta de mim. Não tem como não se emocionar por ganhar uma corrida tão importante como essa. Isso me trouxe visibilidade e espero que também me traga ajuda para melhorar no esporte e ter mais rendimento. Correr pra mim é uma paixão”, relatou.
O treinamento foi feito com disciplina e dedicação ao lado da filha do coração, Rayane Silva, que atualmente é sua treinadora. “Treinei com muita disciplina com ela para participar dessa corrida. Foram quilômetros de muita luta, mas também de muita fé”, contou.
Durante o trajeto, o incentivo do público fez toda a diferença. “Eu já estava cansada, mas quando cheguei na região da Brigadeiro, com os aplausos dos paulistas, consegui acelerar. Foi tanta torcida que eu nem senti a ladeira. Quando vi, já estava na chegada, com muitos aplausos e gritos”, lembrou.
Marleide também destacou o carinho recebido fora do Amazonas. “São Paulo me recebeu com muito carinho. Quando eu dizia ‘aqui é Manaus’, a resposta vinha forte: ‘vai Manaus, você é uma guerreira’. Muitas pessoas do Pará também vieram falar comigo depois da chegada dizendo que torceram por mim”, disse.

Fé, superação e reconhecimento
Participar da São Silvestre já era um sonho, mas disputar justamente a edição centenária tornou a conquista ainda mais simbólica. “Foi a primeira vez que fui correr a São Silvestre, uma corrida internacional, e logo no centenário. Eu deixei meu nome gravado nessa história”, afirmou.
Ela também elogiou a estrutura do evento. “A estrutura da corrida era gigantesca, fiquei fascinada com tudo”, completou.
A fé também foi parte fundamental da vitória. “Toda honra e glória é para Jesus. Orei no começo pedindo para Ele correr comigo, e Ele aceitou, porque fui honrada com o primeiro lugar”, declarou.

Apoio e patrocínio
Apesar do título histórico, Marleide ainda enfrenta desafios fora das pistas. Sem patrocínio, ela faz um apelo por apoio para seguir competindo em alto nível. “Preciso muito de uma cadeira nova de fibra de carbono. Ela é mais leve e me daria mais rendimento, principalmente nas ladeiras, sem tanto esforço”, explicou.
A atleta também pediu apoio do poder público e da iniciativa privada. “Faço um apelo ao governador Wilson Lima para que me ajude, pois quero continuar trazendo títulos para o Amazonas. Aos empresários de Manaus, me patrocinem. Preciso de recursos para custear minhas viagens e suplementos para os treinos”, afirmou.
Ela ainda deixou o convite para academias interessadas em apoiar sua preparação. “Preciso de treinos específicos, o fortalecimento é fundamental para melhorar meus resultados. Posso fazer comerciais, divulgar empresas e correr com a marca na minha camisa. Será uma honra”.
Marleide finaliza agradecendo todo o carinho recebido. “Agradeço imensamente a torcida dos amazonenses e também de outros estados que vibraram por mim. Tenho um imenso carinho por todos”.
Quem quiser apoiar ou acompanhar a trajetória da campeã pode entrar em contato pelo Instagram @leide.cadeirantecorredora.






