
Um projeto apoiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), realizou testes para identificar os melhores insumos e técnicas na produção de mudas de espécies florestais. O estudo, que visa aprimorar o conhecimento científico sobre o tema, foi desenvolvido no âmbito do Programa Biodiversa/Fapeam.
Produção de mudas em Itacoatiara
Intitulado “Produção de mudas de espécies florestais de importância socioeconômica na Amazônia”, o projeto foi coordenado por Victor Alexandre Hardt Ferreira dos Santos, doutor em Ciências de Florestas Tropicais e professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em Itacoatiara. A pesquisa ocorreu no Viveiro Florestal do Centro de Estudos Superiores (Cesit) da UEA.
O estudo contou com a participação de alunos da Engenharia Florestal da UEA e do curso Técnico em Agropecuária do Instituto Federal do Amazonas (Ifam). Para disseminar o conhecimento, o viveiro também recebeu visitas guiadas de estudantes de escolas locais.
Espécies analisadas e resultados
Foram analisadas mudas de espécies como Castanheira-da-Amazônia, Tachi-branco-da-terra-firme, Andiroba, Cumaru, Cardeiro, Angelim-vermelho, Parapará, Pau-rosa, Pau-pretinho e Jutairana. Os experimentos geraram dados sobre substratos e recipientes ideais para a produção de mudas florestais.
As mudas produzidas foram doadas a moradores de Itacoatiara e a instituições com foco em recuperação ambiental. Mais de 50 mil mudas já foram distribuídas, promovendo a educação ambiental e o reflorestamento.
Capacitação e fortalecimento regional
Victor Alexandre destacou que o projeto capacitou alunos de graduação e ensino técnico, além de beneficiar jovens e crianças da região. O trabalho contribui para o fortalecimento da produção regional de mudas nativas, apoiando iniciativas de reflorestamento e sistemas agroflorestais.
“Os resultados das pesquisas sobre substratos, recipientes e técnicas de produção ajudam a tornar a produção de mudas mais eficiente e acessível, especialmente com o uso de resíduos agroflorestais locais, reduzindo custos e impactos ambientais”, explicou o pesquisador.
Apoio da Fapeam
O coordenador ressaltou a importância do apoio da Fapeam, que forneceu recursos financeiros para aprimorar a infraestrutura do viveiro, adquirir equipamentos e insumos, além de contratar bolsistas. Esse financiamento foi crucial para a participação ativa dos alunos e para a formação prática e científica na área.
O Programa Biodiversa/Fapeam apoia pesquisas voltadas para a conservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade amazônica, visando gerar conhecimentos que subsidiem políticas públicas ambientais no estado.
Com informações da Agência Amazonas





