
A inteligência artificial (IA) emergiu como o principal temor em termos de segurança para o ambiente corporativo brasileiro. Uma análise recente sobre os riscos empresariais revela que a adoção acelerada da IA, embora vista como um motor estratégico de crescimento, também expõe as organizações a desafios inéditos em suas operações, conformidade legal e imagem pública. A velocidade com que a tecnologia evolui tem superado a capacidade das empresas de implementar estruturas de governança robustas, acompanhar o ritmo da regulamentação e capacitar suas equipes para lidar com as novas ameaças.
IA: Oportunidades e Desafios em Ascensão
A dualidade da inteligência artificial é cada vez mais evidente no cenário empresarial. Por um lado, ela é reconhecida como uma ferramenta poderosa para otimizar processos, inovar produtos e serviços e obter vantagens competitivas. Por outro, seu potencial transformador traz consigo uma série de riscos que exigem atenção redobrada. A complexidade inerente à IA, aliada à sua rápida disseminação, tem remodelado o panorama de ameaças, colocando-a no centro das preocupações estratégicas dos executivos.
Riscos Operacionais e Reputacionais em Foco
A preocupação com a IA não se limita a questões técnicas. O levantamento indica que os riscos operacionais, legais e de reputação associados à sua utilização são os que mais afligem os gestores. A dificuldade em estabelecer políticas claras de uso, a falta de regulamentação consolidada e a carência de profissionais qualificados para gerenciar essas novas frentes de risco são fatores que contribuem para a insegurança. A rápida evolução da IA demanda uma adaptação constante das empresas, o que nem sempre acontece em tempo hábil.
O Cenário de Riscos em Transformação
Thomas Lillelund, CEO da Allianz Commercial, destacou que a ascensão da IA como principal fator de variação no barômetro de riscos não é surpreendente. Ele ressalta que, além das vastas oportunidades que a tecnologia oferece, seu caráter evolutivo e a velocidade de sua adoção estão reconfigurando o ambiente de riscos. Essa transformação exige que as empresas estejam mais preparadas para antecipar, mitigar e responder a incidentes relacionados à IA, garantindo que os benefícios superem os potenciais prejuízos. Com informações da Agência Brasil.





