
A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou 0,33% em janeiro, mesmo patamar de dezembro. O resultado mantém o índice dentro do limite de tolerância da meta estabelecida pelo governo.
A alta dos preços da gasolina foi o principal fator de pressão, respondendo por 0,10 ponto percentual do índice. Por outro lado, a redução no custo da conta de luz contribuiu negativamente, representando -0,11 p.p. O IPCA acumulado em 12 meses atingiu 4,44%, situando-se dentro da margem de tolerância de 1,5% a 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Entendendo a meta de inflação
A meta de inflação para o ano é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que o IPCA pode variar entre 1,5% e 4,5% sem que a meta seja considerada descumprida. Desde novembro do ano passado, o índice tem se mantido dentro desse intervalo.
É importante notar que, desde o início de 2025, a avaliação da meta é feita em um período de 12 meses consecutivos, e não apenas considerando o resultado acumulado até dezembro. A meta só é considerada descumprida se o IPCA ultrapassar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.
As projeções de instituições financeiras, compiladas pelo Boletim Focus do Banco Central, indicam que o IPCA deve fechar o ano em 3,97%.
O que o IPCA mede
O IPCA é o principal índice de inflação oficial do Brasil e reflete o custo de vida para famílias com rendimentos que variam entre um e 40 salários mínimos. A pesquisa abrange a coleta de preços de 377 diferentes produtos e serviços em dez regiões metropolitanas do país, além de outras capitais e cidades importantes.
As regiões de coleta incluem Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)





