
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,52% em março, impulsionado principalmente pela valorização de derivados de petróleo e de produtos agropecuários. O indicador, frequentemente associado à “inflação do aluguel”, teve sua apuração impactada pelo agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio.
Pressão dos Produtores e Cenário Externo
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que compõe 60% do IGP-M, subiu 0,61% em março. A agropecuária foi o principal motor dessa alta, com destaque para os aumentos nos preços de bovinos, ovos, leite, feijão e milho. O economista do Ibre, Matheus Dias, ressaltou que o cenário externo, com o agravamento da situação no Oriente Médio, já reflete nos preços de derivados de petróleo.
O subgrupo de produtos derivados de petróleo apresentou uma variação positiva de 1,16% em março, revertendo a deflação de 4,63% observada em fevereiro. Dias ponderou que, apesar dessa alta recente, o acumulado em 12 meses para este subgrupo ainda se encontra em patamar baixo, de -14,13%.
Outros Componentes do IGP-M
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-M, avançou 0,30% em março. Dentre os itens que mais pressionaram os custos para as famílias, a gasolina se destacou com uma expansão de 1,12%.
O terceiro componente, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), registrou uma alta de 0,36% no mesmo período.
IGP-M e os Reajustes de Aluguéis
O IGP-M é conhecido como “inflação do aluguel” por ser a base comum para o cálculo de reajustes anuais em contratos imobiliários. No entanto, a variação negativa acumulada em 12 meses nem sempre se traduz em redução nos valores de aluguéis, pois muitos contratos preveem reajuste apenas se o índice for positivo.
A coleta de preços pela FGV para o IGP-M em março ocorreu entre 21 de fevereiro e 20 de março, abrangendo cidades como Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.
Com informações da Agência Brasil





