
O Grupo dos Dez retorna aos palcos de Belo Horizonte com uma apresentação única do aclamado espetáculo “Madame Satã”, neste domingo (01), às 20h, no Sesc Palladium. A volta à capital mineira celebra os 15 anos de trajetória da companhia e reforça a importância do teatro negro como pilar da cultura brasileira.
Um projeto de celebração e expansão
Dirigido por João das Neves e Rodrigo Jerônimo, “Madame Satã” faz parte do projeto “Grupo dos Dez – 15 anos de Teatro Negro”, aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e com realização do Ministério da Cultura e apresentação da Petrobras. O projeto prevê mais de 60 apresentações em sete estados, com obras inéditas, espetáculos consagrados e ações formativas.
Novos horizontes e reencontros
Além da reapresentação de “Madame Satã”, a programação comemorativa inclui a estreia do novo espetáculo “Afroapocalíptico”, no dia 13 de março, no Palácio das Artes. O grupo, que enfrentou incertezas após a pandemia, busca expandir fronteiras e descolonizar narrativas com este retorno.
“Madame Satã”: um marco do teatro negro
O espetáculo “Madame Satã” utiliza a biografia de João Francisco dos Santos para dialogar com a crítica à homofobia, transfobia e racismo. Montado originalmente em 2014 e estreando em 2015, a obra circulou pelo Brasil e recebeu prêmios como o Brasil Musical 2019 e o Leda Maria Martins 2017.
Um legado de transformação e pertencimento
Criado em 2009, o Grupo dos Dez é referência nacional na interseção entre o teatro negro e o teatro musical. Ao longo de sua história, o grupo lançou luz sobre temas como homoafetividade, desafios da população negra, luta das mulheres e enfrentamento às opressões contra pessoas LGBTQIAPN+. Além da produção de espetáculos, o grupo mantém iniciativas como o Aquilombô e o Festival Imune, promovendo a empregabilidade negra LGBTQIAPN+.
Rodrigo Jerônimo, co-diretor e dramaturgo, destaca o valor simbólico da retomada: “Chegar aos 15 anos significa olhar para trás e reconhecer tudo o que conquistamos, mas também reafirmar que nosso trabalho só ganha sentido quando é capaz de criar coletivamente e transformar realidades”.
Bia Nogueira, diretora musical, complementa: “Estar de volta com essa temporada é potencializar vozes que refletem o Brasil em toda a sua diversidade e afirmar que a arte deve ser acessível a todas as pessoas”.
Com informações da Agência Brasil





