
O governo anunciou medidas para reduzir o impacto do reajuste do querosene de aviação e frear a alta das passagens, informou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.
Medidas em preparação
Segundo Tomé Franca, o Executivo deve anunciar nesta semana quatro ações para amenizar o aumento de 55% no preço do QAV anunciado pela Petrobras em 1º de abril.
Entre as iniciativas estão o reparcelamento de tarifas aeroportuárias junto à Força Aérea Brasileira (FAB) e a redução de tributos como o PIS e o Cofins.
Linhas de crédito para o setor
O governo também prepara duas linhas de crédito: uma para financiar a compra do QAV por meio do Fundo Nacional da Aviação Civil, permitindo que companhias adquiram maior quantidade com custo menor; e outra para custear a compra do combustível, com prazos mais curtos para pagamento e com garantia do próprio governo.
Franca não detalhou o funcionamento das medidas, mas disse que “desde que o governo soube do reajuste vem buscando alternativas para diminuir o impacto da alta para o consumidor”.
Contexto do reajuste e impacto
O preço do QAV é estipulado pela Petrobras mensalmente, sempre no dia 1º. O aumento deste mês ocorre em meio à escalada do preço do barril do petróleo por causa da guerra no Irã, que afeta rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.
Em março o reajuste médio do QAV foi de 9% e em fevereiro houve queda de 1%. A Petrobras tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, e a Anac aponta que combustíveis representam cerca de 30% dos custos das companhias aéreas.
O ministro ressaltou que as passagens compradas com antecedência não sofrerão alterações no preço e afirmou que “Todo o governo está sensível ao tema por considerar que isso atinge diretamente o brasileiro que vai viajar”.
Recomendações ao passageiro e fiscalização em terminais
Franca recomendou que quem pode se planejar compre passagens com antecedência, já que tarifas tendem a subir conforme o avião vai sendo preenchido.
Questionado sobre preços altos de produtos dentro dos terminais, citou o exemplo de um café a R$ 23 como “um pouco abusivo” e afirmou que o governo acompanha a situação junto às concessionárias e à Anac para evitar cobranças excessivas.
O ministro também ressaltou recorde de investimentos na infraestrutura aeroportuária: “Serão investidos mais de R$ 4,6 bilhões neste ano”, com obras pela Infraero, convênios com estados e municípios e investimentos privados por meio de concessionárias.
Franca lembrou ainda o crescimento do número de passageiros, com 130 milhões de brasileiros viajando em 2025 ante 98 milhões no início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Campanha contra violência nos aeroportos
O ministério mantém a campanha “Assédio Não Decola, Feminicídio Também Não”, lançada em dezembro em parceria com a Anac e a Associação Brasileira das Concessionárias de Aeroportos (ABR), em conjunto com a Polícia Federal.
A iniciativa usa vídeos curtos, painéis e mensagens informativas com divulgação dos canais de denúncia Disque 100 e Disque 180 em todos os aeroportos, para facilitar a identificação de situações de ameaça e estimular o uso de serviços de segurança e acolhimento.
Com informações da Agência Brasil





