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Futebol concentra apostas no Brasil e Copa de 2026 projeta impacto econômico na América do Norte

Foto de Edoardo Busti na Unsplash
Foto de Edoardo Busti na Unsplash

O futebol aparece como a principal escolha entre usuários de uma plataforma de apostas esportivas no Brasil, concentrando a maior parte da atividade registrada nesse ambiente. Paralelamente, a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, mobiliza projeções que indicam ampla circulação de recursos nas economias envolvidas.


Predominância do futebol em plataforma de apostas

Dados da plataforma KTO indicam que, em 2025, o futebol foi a modalidade de aposta esportiva mais popular, reunindo 64,15% dos usuários ativos e 87,89% do volume total de apostas dentro do sistema analisado. O levantamento reflete o comportamento dos usuários da plataforma e não representa necessariamente todo o mercado de apostas esportivas no país.


Outras modalidades aparecem com participação menor. O basquete registra 11,68% dos usuários ativos e 4,62% do volume total, enquanto o tênis soma 7,43% dos usuários e 4,54% das apostas. Modalidades como vôlei, futebol americano e MMA também são citadas, com percentuais inferiores.

Esportes como tênis de mesa, hóquei no gelo e rugby apresentam participação reduzida, embora tenham registrado aumento no interesse ao longo do último ano dentro da plataforma. Os dados indicam que, mesmo com a diversidade de opções disponíveis, o futebol mantém posição central no comportamento dos usuários analisados.

Copa do Mundo de 2026 e projeções econômicas

A edição de 2026 da Copa do Mundo contará com 48 seleções e 104 partidas distribuídas em 16 cidades-sede na América do Norte. A ampliação do formato está associada a estimativas de maior movimentação econômica durante o período do torneio.

Projeções indicam que a receita direta do evento pode ultrapassar US$ 10,9 bilhões, valor superior ao registrado na edição de 2022, no Catar. Parte desse montante está relacionada à venda de ingressos e pacotes de hospitalidade, com estimativa de alcançar cerca de US$ 3 bilhões. Além disso, as expectativas também aumentam em 2027, quando o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol feminino.

Os gastos indiretos também integram as estimativas. Despesas com hospedagem, transporte e alimentação nas cidades-sede podem superar US$ 8,1 bilhões durante o evento, impulsionadas pelo aumento do fluxo de visitantes internacionais.

Fatores que influenciam o impacto econômico

A infraestrutura existente nos Estados Unidos, Canadá e México é apontada como um elemento que reduz a necessidade de grandes investimentos em estádios. Esse fator pode influenciar o equilíbrio das contas relacionadas à organização do evento.

Os contratos de transmissão também fazem parte das projeções, com estimativas que alcançam cerca de US$ 4,26 bilhões. Por outro lado, fatores como inflação em serviços, aumento de preços em hospedagem e transporte e políticas migratórias podem afetar o volume de turistas.

Custos elevados podem alterar o perfil dos visitantes e impactar o fluxo esperado, especialmente entre viajantes com menor poder de consumo.

Efeitos no emprego e na atividade econômica

A realização do torneio tende a ampliar a demanda por serviços, com geração de empregos em setores como turismo, logística e comércio. A movimentação econômica também pode estimular a expansão de empresas que atuam no atendimento a visitantes.

Estudos indicam que os recursos circulados durante o evento têm potencial de gerar efeitos adicionais nas economias locais. No Canadá, por exemplo, projeções apontam que cada valor movimentado pode contribuir de forma incremental para o Produto Interno Bruto regional.

A relação entre a popularidade do futebol e eventos de grande porte reforça o papel da modalidade tanto no comportamento de consumo quanto na dinâmica econômica em diferentes contextos.