
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) apresentou nesta quarta-feira (25) uma visão para a transição energética no Brasil que prioriza o fortalecimento das empresas estatais, a reindustrialização e a geração de empregos de qualidade. A proposta busca evitar modelos excludentes e garantir soberania e inclusão social no processo.
Um caminho próprio para a transição energética
Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, destacou durante um painel em Rio de Janeiro que a transição energética está em disputa e o Brasil precisa construir seu próprio caminho. Ele enfatizou a necessidade de uma política industrial de longo prazo, com investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, e o protagonismo das estatais.
Diálogo com as vocações locais
Bacelar ressaltou que a transição energética no Brasil deve considerar as diferenças tecnológicas e as potencialidades regionais. “Não há solução única ─ as rotas tecnológicas precisam dialogar com as vocações locais”, afirmou, alertando para o risco de reproduzir desigualdades.
Papel do Estado e desenvolvimento regional
Segundo o dirigente sindical, o Estado deve coordenar esse processo, articulando inovação tecnológica com desenvolvimento regional. O objetivo é garantir não apenas a redução de emissões de gases do efeito estufa, mas também emprego de qualidade, renda e soberania, respeitando as realidades de cada território. O debate contou com a participação de representantes do Dieese, CUT e Ipea.
Qualificação e combate à pobreza energética
A FUP também defendeu a qualificação profissional, o fortalecimento dos serviços públicos e o combate à pobreza energética. Além disso, a federação propõe a ampliação da proteção social às comunidades mais afetadas pela crise climática. O seminário, organizado pelo Ineep, continuará debatendo os desafios da transição energética e seus impactos no desenvolvimento do país.
Com informações da Agência Brasil





