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FMI Corta Projeção de Crescimento do Brasil para 1,6% em 2026; Juros Elevados são o Principal Motivo


O Fundo Monetário Internacional (FMI) ajustou para baixo suas projeções de crescimento econômico para o Brasil em 2026, estabelecendo a nova estimativa em 1,6%. Essa revisão negativa se contrapõe à tendência de alta observada para a economia global, que tem sido impulsionada significativamente pelos avanços em inteligência artificial e investimentos tecnológicos. O principal fator apontado pelo organismo para o desempenho mais modesto do Brasil é a persistência de uma política monetária restritiva, essencial para o controle da inflação.


Juros Altos Limitam Expansão Econômica Brasileira

A decisão do FMI de reduzir as expectativas para o Brasil em 2026, conforme detalhado na atualização do relatório Perspectiva Econômica Global, coloca o país em um grupo seleto de grandes economias com projeções negativas. As estimativas anteriores, divulgadas em outubro, já indicavam uma desaceleração, mas a justificativa atual foca nos efeitos defasados do aperto monetário. A taxa básica de juros (Selic) permanece em 15% ao ano, um patamar não visto em quase duas décadas, e tem se mantido nesse nível desde agosto de 2025. Essa política, embora necessária para conter a inflação elevada do ano anterior, tem um impacto direto na limitação da atividade econômica no curto prazo, segundo a análise do Fundo.


Cenário Global Brilha com IA, Enquanto Brasil Enfrenta Desafios

Em contraste com a revisão para baixo do Brasil, a perspectiva econômica mundial foi elevada pelo FMI. O economista-chefe do organismo, Pierre-Olivier Gourinchas, destacou a notável resiliência da economia global, que tem demonstrado força mesmo diante de tensões comerciais e tarifárias ocorridas em 2025. O avanço da inteligência artificial e os investimentos correlatos são os grandes motores dessa recuperação. No entanto, o FMI emite um alerta: o crescimento global está concentrado em poucos países e setores, especialmente aqueles ligados à IA. A concretização dessas expectativas de ganhos de produtividade é crucial, pois qualquer frustração nesse sentido pode levar a correções significativas nos mercados financeiros globais.

América Latina e Economias Emergentes Superam Brasil

A performance esperada para o Brasil em 2026 também se mostra inferior à média projetada para a região da América Latina e Caribe, onde o FMI estima um crescimento de 2,2% para o mesmo ano e 2,7% em 2027. Similarmente, as economias emergentes e em desenvolvimento como um todo devem registrar um crescimento de 4,2% em 2026, reforçando o caráter isolado da revisão negativa brasileira no relatório. Para o Brasil, a avaliação do FMI é de cautela. Apesar de sinais de melhora esperados para 2025 e 2027, o alto custo do crédito continua a ser o principal obstáculo para uma expansão econômica mais robusta, segundo o organismo.

Com informações da Agência Brasil.