
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) têm apresentado um aumento em todo o Brasil, conforme revelado pela nova edição do boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O crescimento é atribuído principalmente às hospitalizações por Influenza A, mas também envolve o aumento de casos de rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).
O levantamento da Fiocruz indica que todos os estados brasileiros registram um sinal de alta no número de casos de SRAG na tendência de longo prazo, que abrange as últimas seis semanas.
O rinovírus tem sido um dos principais impulsionadores do aumento da SRAG em muitos estados, com destaque para a faixa etária de crianças e adolescentes entre 2 e 14 anos.
Recomendações de especialistas
Tatiana Portella, pesquisadora do InfoGripe, enfatiza a importância da vacinação contra a influenza. Ela ressalta que idosos, imunocomprometidos e crianças devem procurar os postos de saúde para se vacinar, a fim de frear o crescimento acelerado das hospitalizações pelo vírus em diversas regiões do país. O governo federal promove neste sábado o Dia D de vacinação nacional contra gripe.
Portella também aconselha o uso de máscaras em ambientes fechados e com aglomeração de pessoas, especialmente para os grupos de maior risco.
“Além disso, em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é fazer isolamento dentro de casa, mas, se não for possível, recomendamos sair usando máscara para evitar transmitir o vírus para outras pessoas”, avaliou a pesquisadora.
Mortalidade e grupos de risco
A incidência e a mortalidade por SRAG são mais elevadas em crianças pequenas, associadas principalmente ao VSR e ao rinovírus. Já entre os idosos, a mortalidade é maior, com a Covid-19 e a influenza A como as principais causas.
A incidência de Covid-19 também é maior em crianças pequenas e idosos, enquanto a de influenza A se concentra predominantemente em crianças de até 4 anos e nos idosos.
Com informações da Agência Brasil





