Início Política Filhos de Bolsonaro comandaram rede de fake news, diz relatório da CPI

Filhos de Bolsonaro comandaram rede de fake news, diz relatório da CPI


Relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL) incluiu em seu parecer, no capítulo reservado às fake news, que três filhos de Jair Bolsonaro integram, juntamente com o presidente, o “núcleo de comando” de disseminação de informações falsas na pandemia: o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Antecipada com exclusividade pelo GLOBO na sexta-feira, a informação consta na última versão do relatório enviado por Renan a senadores na noite desta segunda e na manhã desta terça. As informações são do IG. 


O texto cita Bolsonaro como “cabeça da organização”. Carlos, por sua vez, acumularia também participação em outro núcleo, de “formulação”. A acusação é feita com base na suposta influência do vereador sobre o chamado “gabinete do ódio”, grupo de assessores e pessoas próximas do presidente que teria a incumbência de disseminar fake news e atacar adversários políticos do Planalto.


De acordo com o organograma desenhado pela equipe de Renan, Carlos teria ligação direta com Filipe Martins, assessor especial lotado na Presidência da República e que seria o número dois na estrutura do gabinete do ódio.

Já Eduardo atuaria, segundo Renan, como “articulador de financiamentos para sites que desinformaram na pandemia”. A justificativa tem como base mensagens interceptadas no WhatsApp nas quais o deputado aparece intermediando conversa do blogueiro Allan dos Santos, do programa Terça Livre, com o empresário Luciano Hang, dono da Havan. Os diálogos teriam objetivo de ajudar Allan dos Santos a obter patrocínio para seu canal no Youtube.

Flávio também é citado com destaque no parecer de Renan. O relatório aponta que inquérito da Polícia Federal em poder da CPI “mostra que perfis falsos utilizados para disseminar desinformação e ameaças eram operados por assessores de Flávio Bolsonaro”. O parecer cita estudo da empresa Atlantic Council que revelou que pelo menos seis perfis derrubados pelo Facebook tinham como responsável o assessor Fernando Nascimento Pessoa, lotado no gabinete de Flávio. A investigação sobre a suposta relação de Flávio com os perfis inautênticos usados para distribuir fake news ainda está em andamento no STF.

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