
A exposição “Raízes do Sagrado” abriu suas portas na Galeria do Largo, em Manaus, promovendo um importante diálogo inter-religioso e reforçando o combate à intolerância religiosa no estado. O evento, que segue até o dia 26 de março, reúne representantes de diversas tradições de fé, movimentos sociais e o público em geral.
Diálogo e Conscientização
A iniciativa, promovida pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, busca ampliar o conhecimento e combater o preconceito através da informação. A Galeria do Largo funciona de quarta-feira a domingo, das 15h às 20h.
Na entrada, os visitantes recebem materiais educativos sobre intolerância religiosa e a proposta da mostra. A programação de abertura contou com uma vivência de musicalidade da capoeira e falas institucionais, destacando a relevância de ações que valorizam a diversidade religiosa.
Experiências e Trocas
Um dos momentos marcantes foi a roda de conversa mediada por Ekedi Carla Canori, presidente do Instituto Eruexim. O encontro reuniu líderes religiosos de diferentes frentes em um diálogo focado no respeito e na troca de experiências entre as crenças.
A programação cultural incluiu a apresentação do grupo Águas de Oxalá, que realizou um cortejo apresentando elementos simbólicos das religiões participantes, enriquecendo a dimensão cultural e espiritual da mostra.
Combate à Intolerância
Integrando a Semana de Combate à Intolerância Religiosa, a exposição visa sensibilizar a população para o enfrentamento do preconceito e a valorização da liberdade de crença, em alusão à Lei Ordinária nº 6.051, de 24 de novembro de 2022.
Letícia Alves, gerente de Igualdade Racial e Religiosa da Sejusc, destacou que a exposição, em sua segunda edição, promove o encontro entre religiões de matriz africana, espiritismo e catolicismo, além de movimentos sociais. Ela ressaltou que a iniciativa é uma ferramenta de conscientização diante do aumento de casos de preconceito.
“A intolerância religiosa é crime e precisa ser combatida com informação e diálogo. Esse encontro é uma forma de mostrar que todos podem caminhar juntos no respeito”, afirmou Alves. A exposição reforça que a intolerância religiosa é crime previsto na legislação brasileira, enquadrando-se na Lei nº 7.716/89.
Com informações da Agência Amazonas





