As autoridades dos Estados Unidos divulgaram imagens aéreas que mostram o momento em que uma embarcação da Guarda Costeira americana se aproxima do petroleiro Marinera, apreendido após semanas de perseguição no Oceano Atlântico. O navio, que operava sob a bandeira russa após ter recentemente mudado de nome e registro, é ligado à Venezuela e alvo de sanções impostas pelo governo americano.
Investida contra petróleo venezuelano
A apreensão do Marinera, anteriormente conhecido como Bella 1, faz parte de uma ofensiva mais ampla do governo dos EUA contra a exportação de petróleo venezuelano. O petroleiro, com capacidade para transportar mais de 300 mil toneladas de carga, foi interceptado em 7 de janeiro de 2026, após uma perseguição iniciada em dezembro de 2025, quando o navio tentava atracar na Venezuela.
O histórico do Marinera é complexo, com diversas mudanças de nome e bandeira ao longo de sua vida operacional. Em dezembro de 2025, obteve uma licença temporária para operar sob a bandeira russa, pouco antes de ser sancionado anteriormente pelos EUA por transportar petróleo iraniano.
Reações internacionais e tensões diplomáticas
A Rússia repudiou veementemente a ação dos EUA, alegando violação do direito marítimo e falta de jurisdição para o uso da força. Moscou exigiu tratamento digno aos tripulantes. Por outro lado, o Reino Unido ofereceu apoio à operação, com o secretário de Defesa britânico John Healey afirmando que o petroleiro possui um “histórico nefasto” e ligações com redes de sanções russas e iranianas.
Fontes americanas indicaram que navios militares russos, incluindo um submarino, estavam na área geral da operação, embora não haja relatos de confronto direto. A Casa Branca reiterou que o bloqueio a petroleiros venezuelanos permanece em vigor e que a abordagem a navios sob bandeira falsa não viola o direito internacional. O presidente Donald Trump havia decretado um “bloqueio total” aos petroleiros venezuelanos em dezembro.
A perseguição ao navio começou em 16 de dezembro, quando a Guarda Costeira americana tentou interceptá-lo próximo à América Latina. A tripulação resistiu, mudou a rota e fugiu para o Atlântico. Segundo o “The New York Times”, o navio vinha do Irã com destino à Venezuela para carregamento de petróleo e, posteriormente, tentou obter proteção russa ao exibir uma bandeira do país.




