Início Educação Escola de Parintins vence olimpíada nacional sobre história afro-brasileira e indígena

Escola de Parintins vence olimpíada nacional sobre história afro-brasileira e indígena

Foto: Eduardo Cavalcante e Arquivo Pessoal

A Escola Estadual Senador João Bosco, localizada em Parintins (AM), alcançou o primeiro lugar na etapa nacional da 2ª edição da Olimpíada Brasileira de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena (Obereri). A competição reuniu 1.773 escolas de todo o Brasil, promovendo reflexões sobre relações étnico-raciais e a valorização das culturas tradicionais.


Protagonismo juvenil e educação antirracista

A equipe vencedora, composta por Rosa Monteverde, Clara Juliana, Manuela Rendeiro, Letícia de Araújo e Enzo Cruz, focou o trabalho no racismo ambiental. O estudante Enzo Cruz, de 16 anos, também foi agraciado com uma bolsa de Iniciação Científica Júnior.


Durante a olimpíada, os alunos produziram artigos científicos, responderam a questionários e criaram um podcast com propostas pedagógicas voltadas à realidade amazônica, abordando temas como crise climática e conhecimentos tradicionais.

Mediação docente e reconhecimento

A professora de História Cristiana Butel, orientadora da equipe, destacou o protagonismo dos estudantes. “Fui realmente uma orientadora e mediadora; o protagonismo do desenvolvimento dos projetos e das escolhas foi todo deles”, afirmou.

O trabalho de Butel também foi reconhecido recentemente com o prêmio “Educadores que Transformam” pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, com o projeto “Puxirum: tecendo memórias, culturas e resistências na Escola João Bosco”.

Parintins em destaque na Obereri

Parintins já havia obtido resultados expressivos na primeira edição da Obereri, em 2024. O município aumentou para seis o número de equipes participantes em 2025, evidenciando o fortalecimento das práticas pedagógicas voltadas à educação para as relações étnico-raciais.

A Obereri é fundamentada nas leis que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena, incentivando a pesquisa e a reflexão crítica. As escolas com melhor desempenho recebem o selo de escola antirracista.

Com informações da Agência Amazonas