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Eleições nos EUA: americanos vão às urnas para definir o futuro do Congresso e o fôlego de Donald Trump

Eleições nos EUA: com foco na economia, milhões votam para definir novo Congresso. Imagem gerada por IA
Eleições nos EUA: com foco na economia, milhões votam para definir novo Congresso. Imagem gerada por IA

Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) em uma das eleições de meio de mandato (midterms) mais decisivas dos últimos tempos. O pleito definirá quem assumirá o comando da Câmara dos Representantes e do Senado durante os últimos dois anos da administração de Donald Trump na Casa Branca.

Em jogo estão todas as 435 cadeiras da Câmara baixa e cerca de um terço do Senado (35 assentos), além de 36 governos estaduais e uma série de cargos executivos e legislativos locais. Os novos representantes eleitos tomam posse oficialmente em 3 de janeiro de 2027.

Atualmente, o Partido Republicano mantém o controle de ambas as casas legislativas, mas a disputa em estados pêndulo ameaça essa hegemonia. Caso os democratas conquistem a maioria em pelo menos uma das câmaras, a aprovação de reformas prioritárias para o governo ficará travada e o Congresso ganhará força para instaurar comissões e investigações sobre a administração federal. Ciente do risco de um parlamento hostil, Trump chegou a declarar em tom combativo que, se necessário, governará adotando uma postura rígida de vetos a projetos opositores.


Para atrair o eleitorado, a reta final de campanha foi marcada por apelos diretos de Trump, que pediu aos apoiadores que tratassem a eleição como um voto de confiança em seu próprio nome. O engajamento popular já vinha surpreendendo: mais de 50 milhões de pessoas optaram pela votação antecipada, superando a marca registrada nas midterms de 2022. O pleito também registrou fatos inéditos, como a participação por correio do papa Leão XIV, que é norte-americano natural de Chicago.


Apesar dos embates partidários e do foco em temas como imigração, direitos reprodutivos e debates sobre novas tecnologias, as pesquisas de boca de urna mostram que o norte-americano vota principalmente com o bolso. O custo de vida, impulsionado pela alta dos preços de moradia, combustíveis e saúde, é o principal fator a ditar o comportamento do eleitor nas seções eleitorais ao longo de todo o país.