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Educação para a empatia: como ensinar crianças e adolescentes a respeitar os animais


Em meio a debates sobre a banalização da violência contra animais, especialmente após casos como o do cão Orelha em Florianópolis, a educação se apresenta como um pilar fundamental para a construção de uma sociedade mais empática. ONGs e órgãos públicos destacam que o estímulo ao contato e aos cuidados com animais desde cedo pode quebrar ciclos de violência e formar indivíduos com maior respeito por todas as formas de vida.


A importância da educação humanitária

Organizações como o Instituto Ampara Animal defendem a “educação humanitária em bem-estar animal” como um caminho para transformar a relação entre humanos e animais. Rosângela Gerbara, diretora de relações institucionais da Ampara, explica que essa abordagem visa tirar a visão antropocêntrica, ensinando as crianças a serem gentis, a respeitar o tempo e o comportamento de cada espécie. A interação com animais, seja na natureza ou em ambientes mais naturais, é vista como essencial para o desenvolvimento da empatia, ajudando os pequenos a entenderem sentimentos e necessidades alheias, reduzindo assim comportamentos violentos e intolerantes.


Quebrando a visão de objeto

Viviane Pancheri, voluntária da ONG Toca Segura, ressalta a importância de fazer com que crianças e adolescentes percebam os animais como seres sencientes, capazes de sentir medo, felicidade e outras emoções. A ONG desenvolve um trabalho direto em escolas e em seu abrigo, promovendo a “educação empática”. Por meio de atividades supervisionadas, como passeios com cães e participação em feirinhas de adoção, os jovens aprendem sobre responsabilidade, rotina e a importância do cuidado. “Um exemplo que sempre gosto de contar é o de uma menina que começou a nos ajudar aos 15 anos. Ela tinha medo de cachorro e nos procurou para perder esse medo. Não demorou muito e já conseguia fazer uma série de tarefas de cuidado. Hoje é veterinária”, relata Viviane.

Programas públicos e a força do exemplo

A Prefeitura de São Paulo, por meio de seu programa municipal de adoções, foca na promoção da guarda responsável e da educação ambiental. O centro de adoções recebe grupos escolares, onde o contato com os animais é mediado para criar consciência nos pequenos, que se tornam multiplicadores em seus lares. O programa “Superguardiões” e a iniciativa “Leituras”, onde crianças leem para cães e gatos, visam sensibilizar e conscientizar sobre o respeito aos animais e práticas sustentáveis. Telma Tavares, gestora do espaço, afirma que “a criança é um agente multiplicador, leva para sua família e sua comunidade informações e o entendimento de como é importante respeitar os animais”.

Regras de ouro para a convivência

Tanto ONGs quanto órgãos públicos concordam que a interação supervisionada, o exemplo dos adultos e a quebra da visão de que animais são objetos são passos cruciais. Ensinar sobre responsabilidade, mostrar a importância do cuidado e elogiar ações positivas são estratégias eficazes. Para crianças maiores e adolescentes, a responsabilidade no trato com animais, mesmo os comunitários, como alimentá-los e cuidar de sua hidratação, é fundamental para a formação de um ser humano mais completo e consciente.

Com informações da Agência Brasil

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