
A economia brasileira registrou um crescimento de 2,3% em 2025, marcando o quinto ano seguido de expansão. O Produto Interno Bruto (PIB) alcançou R$ 12,7 trilhões, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No quarto trimestre de 2025, a alta foi de 0,1% em relação ao trimestre anterior.
Desempenho setorial em 2025
Na ótica da produção, todas as atividades econômicas apresentaram expansão. A agropecuária se destacou, com crescimento impulsionado pela produção recorde de milho (23,6%) e soja (14,6%). O setor contribuiu com 32,8% para o crescimento total do PIB.
A indústria extrativa também teve um bom desempenho, com a extração de petróleo e gás elevando o valor adicionado em 8,6%. A construção civil apresentou variação positiva de 0,5%.
O setor de serviços demonstrou aquecimento, com crescimento em todas as suas subatividades. Destaques incluem informação e comunicação (6,5%), atividades financeiras e de seguros (2,9%), e transporte e armazenagem (2,1%).
Consumo e Investimentos
O consumo das famílias cresceu 1,3% em 2025, influenciado pela melhora no mercado de trabalho, acesso ao crédito e programas de transferência de renda. No entanto, este desempenho representa uma desaceleração em relação a 2024.
O consumo do governo avançou 2,1%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) registrou alta de 2,9%. A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, ligeiramente abaixo dos 16,9% de 2024.
Aperto monetário e inflação
A alta na taxa básica de juros (Selic), que atingiu 15% ao ano em junho de 2025, visou controlar a inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou fora da meta de 3% por 13 meses, impactando o ritmo de crescimento econômico.
A política monetária restritiva encarece o crédito e desestimula investimentos, com o objetivo de esfriar a economia e conter a inflação. Apesar das pressões, a taxa de desemprego em 2025 atingiu o menor percentual já registrado.
PIB per capita e último trimestre
O PIB per capita em 2025 foi de R$ 59.687, com crescimento real de 1,9% em relação a 2024. No quarto trimestre, o PIB ficou estável frente ao terceiro, com crescimento em serviços e agropecuária, mas recuo na indústria.
Com informações da Agência Brasil





