
O Eco Invest Brasil, o maior programa de finanças verdes do país, encerrou 2025 com mais de R$ 14 bilhões aprovados para projetos que promovem a transição ecológica, impulsionados por uma parceria público-privada em um modelo de blended finance. A iniciativa, coordenada pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente, reforça a posição do Brasil na agenda climática global ao mobilizar recursos de origem pública e privada e ao introduzir mecanismos que reduzem riscos para investidores, como hedge cambial.
Como funciona o Eco Invest Brasil e o impulso da capital catalítico
No coração da iniciativa está o financiamento misto, com o capital catalítico atuando como alavanca. O governo aporta recursos para atrair capital privado, buscando retorno social e retorno financeiro. Esse desenho amplia a escala de investimentos, especialmente em setores estratégicos para a agenda de transição energética e transversalmente para a economia verde.
Projetos e setores em foco: saneamento, energia limpa e adaptação climática
Entre os resultados observados, destacam-se investimentos no eixo de economia circular dedicados à melhoria de saneamento, com impactos positivos previstos para milhões de pessoas nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul. Na transição energética, o volume investido supera os 7 bilhões de reais, incluindo a construção de uma biorrefinaria no interior da Bahia voltada à produção de óleo vegetal para SAF e diesel renovável, compatíveis com a frota aérea atual. A adaptação climática também ganhou espaço, com modernização da infraestrutura elétrica para reduzir vulnerabilidades a eventos extremos.
Panorama internacional e transparência: monitoramento público
A soma de leilões já realizada levantou mais de 75 bilhões de reais em capitais, dos quais 46 bilhões vieram do exterior, fortalecendo a credibilidade internacional do mecanismo. Atualmente, 12 bancos credenciados atuam no programa. Durante a COP30, o Tesouro Nacional lançou o Monitor Eco Invest Brasil, uma plataforma pública que reúne dados sobre os projetos, incluindo localização, volume de recursos e estágio de execução.
Perspectivas para 2026: novos leilões e foco estratégico
O ciclo de leilões continua a ganhar impulso. O segundo leilão, realizado no início de 2025, priorizou a recuperação de terras degradadas, mobilizando R$ 31,4 bilhões para restaurar 1,4 milhão de hectares em biomas como o Cerrado, em parceria com o Ministério da Agricultura. No segundo semestre, foram lançados dois leilões adicionais, incluindo um voltado a investimentos de participação societária (equity) para startups e empresas em expansão ligadas à economia verde. A quarta edição anunciada durante a COP30 foca em bioeconomia e turismo sustentável na Região Amazônica, com propostas abertas até janeiro e fevereiro de 2026.
Com informações da Agência Brasil





