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É possível negociar sem guerra: Lula defende diálogo entre EUA e Venezuela para evitar conflito e manter comércio

Em meio à escalada de tensões que envolve a Venezuela e o papel dos Estados Unidos na região, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira, em Brasília, que o Brasil continuará ativo na interlocução entre Washington e Caracas para buscar uma saída pacífica e evitar uma eventual invasão. Ele informou que pretende dialogar com o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda neste período pré‑Natal, para entender como o Brasil pode contribuir para um acordo que dispense o uso da força.


Diálogo como ferramenta para evitar o conflito na América Latina

Durante o café da manhã com jornalistas, Lula ressaltou que sempre houve espaço para negociar sem guerra e que o Brasil quer compreender os interesses que orientam a postura de cada lado, além da derrubada do governo venezuelano. Ele relatou ter conversado recentemente com o presidente venezuelano Nicolás Maduro e reiterou a disposição de facilitar canais de diálogo entre Maduro, Washington e outras nações para evitar um confronto armado na região.


Tarifa de 40% e impactos para o comércio brasileiro

O presidente também comentou a tarifa externa dos EUA de 40% sobre uma parcela das exportações brasileiras. Ele afirmou que defender o direito soberano de tributar produtos importados é legítimo, mas questionou as motivações apresentadas para a taxação e disse que o Brasil pretende defender seus interesses comerciais, buscando revertê-la onde for possível.

Compromisso brasileiro na mesa de negociação

Lula destacou que o Brasil continua presente na mesa de negociação, com atuação coordenada pelo vice‑presidente Geraldo Alckmin e pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Mauro Vieira (Relasões Exteriores). No entanto, assumiu um papel direto no contato com Trump, afirmando que envia mensagens pessoais a cada 15 dias para cobrar avanços e manter o país como parte da solução.

Com informações da Agência Brasil.