
O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,309, registrando uma alta de R$ 0,093 (+1,79%) em meio a um cenário de aversão global ao risco. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acompanhou a instabilidade e recuou 2,25%, terminando o pregão aos 176.219 pontos.
Instabilidade global e pressão externa
A valorização da moeda americana e a queda do Ibovespa refletem a tensão no mercado financeiro internacional, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio e pelo aumento nos preços de energia. A possibilidade de uma postura mais rígida do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos diante do risco inflacionário também contribuiu para o movimento.
Guerra no Oriente Médio e impacto no petróleo
O agravamento das tensões envolvendo o Irã elevou a incerteza global. Informações sobre possível envio de tropas dos Estados Unidos e ameaças de interrupção no fornecimento de petróleo ampliaram a cautela nos mercados. O risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, reforçou temores de um choque prolongado nos preços de energia.
Petróleo em alta
Os contratos internacionais de petróleo registraram nova alta, com o Brent, referência global, fechando acima de US$ 112 por barril. Relatórios indicam que, em caso de interrupção prolongada no fluxo de petróleo, os preços podem permanecer elevados por meses, pressionando a inflação global.
Impacto no mercado brasileiro
No mercado doméstico, o real apresentou um dos piores desempenhos entre moedas emergentes, com saída de recursos e redução de posições em ativos locais. A bolsa brasileira sentiu o impacto da alta dos juros globais e da incerteza externa, com quedas disseminadas em ações sensíveis ao ciclo econômico e ao crédito, como as de construção civil e varejo.
Com informações da Agência Brasil





