
O dólar comercial registrou uma queda significativa, fechando a R$ 5,365 nesta sexta-feira (9), marcando o menor patamar desde o início de dezembro. A desvalorização da moeda americana foi impulsionada por indicadores econômicos dos Estados Unidos e pela valorização das commodities, que juntos criaram um cenário de alívio nos mercados.
Desaceleração do Emprego nos EUA Sinaliza Possível Corte de Juros
Dados recentes do mercado de trabalho americano revelaram uma criação de vagas inferior às expectativas em dezembro. Essa desaceleração na expansão do emprego é vista por analistas como um forte indício de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, pode estar mais inclinado a iniciar um ciclo de cortes na taxa de juros no começo de 2026. Taxas de juros mais baixas em economias desenvolvidas tendem a atrair investimentos para mercados emergentes, como o Brasil, fortalecendo a moeda local.
Petróleo em Alta e Inflação Brasileira Contribuem para Valorização do Real
Além dos fatores internacionais, a alta de 2% no preço do petróleo no mercado global nesta sexta-feira também desempenhou um papel crucial na valorização do real. Commodities energéticas mais caras geralmente beneficiam economias exportadoras de petróleo. No cenário doméstico, a divulgação da inflação oficial de 2025, que fechou em 4,26% (IPCA), embora ainda apresente pressões em serviços, sugere que o Banco Central do Brasil poderia postergar os cortes de juros para a reunião de março. Juros mais elevados no Brasil, em comparação com cortes antecipados nos EUA, tornam o país um destino mais atraente para capital estrangeiro em busca de retornos maiores, o que impacta positivamente o câmbio.
Bolsa de Valores Recupera Terreno e Fecha em Alta
O mercado de ações brasileiro acompanhou o otimismo geral, com o Ibovespa fechando em alta de 0,27%, recuperando os 163 mil pontos perdidos no dia anterior. Apesar de ter iniciado o dia estável e sofrido oscilações durante a tarde, o principal índice da bolsa brasileira encerrou a semana com um ganho acumulado de 1,76%. A perspectiva de juros mais baixos nos EUA, combinada com a força das commodities, impulsionou o apetite por risco entre os investidores, mesmo com a cautela em relação à inflação de serviços no Brasil.
Com informações da Agência Brasil.





