
A Amazônia Legal continua a enfrentar um grave problema ambiental: o desmatamento tem se intensificado nas proximidades de áreas protegidas, colocando em risco ecossistemas valiosos e a eficácia das políticas de conservação.
Flona de Saracá-Taquera é a mais afetada
A Floresta Nacional (Flona) de Saracá-Taquera, no Pará, foi identificada como a área protegida mais ameaçada, com a maior incidência de desmatamento detectada em um raio de até 10 quilômetros de seus limites. Em seguida, a Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e a Resex Tapajós-Arapiuns também se destacam entre as mais pressionadas.
Ineficiência nas ações de combate é um alerta
Bianca Santos, pesquisadora envolvida no estudo, ressalta que a recorrência de certas áreas protegidas entre as mais ameaçadas aponta para a ineficiência das ações de enfrentamento em algumas regiões. “Apesar do estudo servir de alerta para evitar o avanço de problemas ambientais na região, a recorrência de determinadas áreas protegidas entre as dez mais ameaçadas e pressionadas pelo desmatamento revelam a ineficiência nas ações de enfrentamento em determinadas regiões”, explica.
Ciclo de ameaças e pressão sobre áreas protegidas
A série histórica analisada demonstra um cenário preocupante, onde as áreas protegidas parecem apenas trocar de classificação entre as mais ameaçadas, e em muitos casos, o desmatamento avança de suas proximidades para dentro de seus limites. “Infelizmente, o que a gente enxerga no decorrer do tempo do relatório de ameaça e expressão é justamente a recorrência de áreas que antes tiveram muito ameaçadas, hoje já se encontram muito pressionadas também”, conclui Bianca Santos.
Com informações da Agência Brasil





