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Defesa diz que PM atirou na cabeça de campeão de jiu-jítsu pois foi cercado por 6 lutadores

A defesa do policial militar Henrique Otávio de Oliveira Velozo, que foi preso após matar campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo durante um show no Clube Sírio, em São Paulo, afirmou ao g1 nesta segunda-feira (15) que o oficial agiu por ‘defesa’ depois que foi cercado por seis lutadores.

Leandro Lo morreu no dia 7 de agosto após ser baleado na cabeça. Velozo se entregou à Corregedoria e está detido no presídio militar Romão Gomes por homicídio doloso por motivo fútil.


O advogado do policial, Claudio Dalledone, afirmou também que pediu à Polícia Civil para que sejam realizados exames complementares através do sangue colhido do corpo do lutador Leandro Lo. A petição foi endereçada ao delegado do 16º Distrito Policial de São Paulo.


“Requer ainda, seja realizado exame complementar de alcoolemia da vítima e no que se refere ao exame toxicólogo já determinado por Vossa Senhoria, requer seja especificada a pesquisa laboratorial para anfetaminas, codeínas, metanfetaminas, ecstasy, EPO (doping sanguíneo), heroína, morfina, cocaína, crack, hGH (hormônios de crescimento), S1 (anabolizantes) e S6 (estimulantes)”, diz um trecho da petição.

“Vamos indicar assistentes técnicos que acompanharão as análises periciais e apresentarão quesitos técnicos a serem respondidos pelo Instituto de Criminalística e Instituto Médico Legal. Tudo deve ser apurado e cada um responderá por suas responsabilidades”, disse Dalledone.

Já o advogado da família de Leandro, Ivan Siqueira Junior, ressalta que o lutador teve uma discussão com o policial e, para acalmar a situação, imobilizou o homem.

Após se afastar, o agressor sacou uma arma, atirou uma vez na cabeça do lutador e deu dois chutes em Leandro antes de fugir.

Pouca gente ouviu o barulho do tiro porque o som estava alto em função do show. Com informações do G1