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COP30: mapas do caminho para fim do desmatamento e transição energética serão concluídos até novembro

Prioridades da presidência brasileira da COP em foco

A oito meses da 31ª Conferência sobre Mudança do Clima (COP31), em Antália, Turquia, o embaixador André Corrêa do Lago, à frente da presidência brasileira no espaço multilateral da ONU para ação climática, tem como desafio a conclusão de importantes documentos. Entre as prioridades estão a elaboração de mapas do caminho para o fim do desmatamento global e a transição para longe dos combustíveis fósseis, visando uma queda expressiva nas emissões de gases do efeito estufa.


Chamada global aberta para contribuições

Até 31 de março, a presidência da COP está com uma chamada global aberta para receber contribuições de países, observadores e partes interessadas. O embaixador Corrêa do Lago destacou a importância da coordenação com a presidência da COP31, ressaltando que as COPs entram em uma nova fase: a de implementação.


Mapas do caminho: do político ao negociado

Corrêa do Lago explicou a iniciativa do Mapa do Caminho para o fim dos combustíveis fósseis, lançada pelo presidente Lula em dimensão política. Ele diferenciou o que pode ser feito no nível político do que pode ser negociado, onde o consenso é fundamental. A Colômbia tem liderado um movimento paralelo, mas o Brasil propôs a elaboração do roadmap como implementação de uma decisão da COP28.

Financiamento climático e adaptação em pauta

Outra prioridade é completar a estrutura de financiamento climático para US$ 1,3 trilhão ao ano, com aperfeiçoamento de números sobre as fontes de recursos para países em desenvolvimento. A adaptação e o fortalecimento da Agenda de Ação, iniciada na COP30 de Belém, também são focos essenciais para acelerar a implementação do Acordo de Paris.

Desafios na discussão energética e aposta de EUA e China

O embaixador abordou a dificuldade em avançar na agenda climática devido ao impacto econômico e geopolítico da discussão energética. Ele comparou a posição dos Estados Unidos, que busca manter as formas tradicionais de produção de energia, com a da China, que aposta na transição energética, evidenciando uma das maiores diferenças econômicas atuais entre as duas potências.

A imprecisão nos números do financiamento climático dificulta a confiança e o consenso nas negociações. O trabalho com o IHLEG e o Conselho de Economistas da COP30 visa esclarecer esses valores, separando o financiamento climático do voltado para a biodiversidade, um desafio complexo, mas crucial para o avanço da agenda.

Com informações da Agência Brasil