
Alunos do Colégio Amazonense Dom Pedro II, uma instituição histórica com 156 anos de fundação localizada no Centro de Manaus, iniciaram as aulas nesta segunda-feira (23/02) em um novo prédio. A mudança para a sede provisória visa garantir a continuidade do ano letivo enquanto o edifício original, tombado pelo Iphan, passa por um extenso processo de restauração.
Garantia de continuidade e infraestrutura moderna
A secretária de Estado de Educação, Arlete Mendonça, destacou que a prioridade é não comprometer o calendário escolar dos mais de 1,2 mil estudantes. A nova unidade, também situada no Centro, oferece 15 salas de aula amplas, biblioteca, laboratório de ciências e informática, sala de música e fanfarra, entre outros espaços pedagógicos. O diretor Anselmo Neto ressaltou que toda a estrutura, incluindo o acervo centenário, será integrada.
“É um prédio grande, amplo, com salas grandes e amplas, temos mobiliários novos em todas as salas, condicionadores de ar em todas as salas, mobiliários de cozinha e refeitório novos, tudo pensado e preparado para melhor atender a nossa comunidade”, afirmou o diretor.
Processo de restauração do prédio histórico
O prédio original do Colégio Amazonense Dom Pedro II, fundado em 1869, passou por diversas fiscalizações em 2025 com a participação de órgãos como o Deinfra, Iphan, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. O objetivo foi mapear os serviços necessários para a reforma completa do imóvel, que é considerado um patrimônio histórico do Amazonas e foi tombado pelo Iphan em 1988.
Reuniões técnicas entre a Secretaria de Educação e o Iphan foram realizadas em 2025 e 2026 para alinhar as providências e a elaboração do Termo de Compromisso para as intervenções no imóvel tombado. A documentação técnica, incluindo propostas de intervenção, foi enviada ao Iphan, e o processo de análise técnica e jurídica está em andamento.
Tradições preservadas na nova sede
Apesar da mudança, as tradições do colégio, como a recepção aos novos alunos da 1ª série do Ensino Médio, conhecidos como “goiabinhas”, foram mantidas. Os formandos de 2026 organizaram uma manhã de boas-vindas, e os novos estudantes puderam conhecer as instalações do novo prédio.
A aluna Deborah Quirino, da 3ª série, expressou otimismo com a nova fase: “É um prédio grande, eu acredito que tem recursos para atender às nossas necessidades, eu gostei e acho que ao longo do ano vamos nos acostumando cada vez mais. Não é nosso prédio original, mas já podemos chamar de nosso lar”.
Com informações da Agência Amazonas





