Ciência na Escola: projeto apoiado pelo Governo mapeia animais em parques e museus de Manaus

Foto: Arquivo pessoal/Diana Nunes de Oliveira

Conscientizar sobre a importância das áreas verdes para a conservação da biodiversidade urbana para a fauna foi a base de um projeto apoiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O estudo foi desenvolvido por estudantes da Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas (Seduc-AM), da Escola Estadual Márcio Nery, localizada na rua Professor Marciano Armond, bairro São Francisco, zona sul de Manaus.


Amparada pelo Programa Ciência na Escola (PCE), edital n° 002/2024, a pesquisa intitulada “Conhecer para conservar: a fauna brasileira nos Parques e Museus de Manaus” foi coordenada pela doutoranda Diana Nunes de Oliveira, em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, e professora de Biologia da Secretaria de Educação.


Os estudantes aprenderam sobre questões relacionadas à biossegurança, bem como a respeito dos procedimentos necessários para a coleta dos dados, levantamento de informações sobre as características dos animais, registros fotográficos e vídeos.

Para a coordenadora do projeto, o apoio da Fapeam é primordial para contribuir com a formação dos alunos em futuros cientistas no Amazonas.

“O apoio da Fundação é fundamental para incentivar a formação intelectual, na categoria de iniciação científica júnior. O projeto foi importante para mostrar aos estudantes que eles são o futuro da nossa região e que a conservação da Amazônia também está nas mãos deles”, disse a coordenadora.

Levantamento de dados

O Bosque da Ciência e o Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) foram os locais onde os estudantes realizaram o levantamento de dados sobre os animais. De acordo com a pesquisadora, o animal que mais chamou a atenção dos alunos foi a onça-pintada por sua beleza e exuberância. Durante a pesquisa em campo, eles também “descobriram” que o peixe-boi não é um peixe, mas sim um mamífero aquático.

“Essa situação é bem comum na educação básica e mostra a importância de conhecer as características principais de cada grupo dos animais vertebrados”, observou a professora.

Para organizar e classificar os animais, os jovens utilizaram anotações sobre as características de cada um deles, além de placas de identificação das espécies disponíveis nas áreas de estudo, o que facilitou no entendimento de questões relacionadas à nomenclatura científica.

No decorrer do projeto, também foi produzido um e-book com informações detalhadas, incluindo curiosidades e o nome popular e científico de 30 espécies de animais vertebrados. A primeira versão do livro é simplificada, mas há pretensão de publicá-lo por meio de uma editora.

“Com a produção do livro e a participação nesse projeto, os estudantes puderam perceber que as áreas verdes urbanas são espaços necessários para a conservação da vida animal”, explicou a professora.

Difusão do conhecimento

Os resultados da pesquisa foram compartilhados para a comunidade escolar, por meio de palestras e apresentação de banners com destaque para a importância da conservação da vida animal na cidade de Manaus e de áreas verdes para o equilíbrio dos ecossistemas urbanos.

O estudo também foi apresentado no 1º Congresso Nacional de Pesquisas da Amazônia, realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e recebeu premiação e menção honrosa na categoria de “Professores de Ensino Fundamental e Médio”. Da mesma forma, os estudantes também apresentaram a pesquisa no “PETTALKS: O colapso da Amazônia e as Mudanças Climáticas” na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Sobre o Programa Ciência na Escola

O Programa Ciência na Escola é uma ação criada pela Fapeam direcionada à participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: educação de jovens e adultos, educação escolar indígena, atendimento educacional específico e Projeto Avançar, em pesquisa científica e de inovação tecnológica a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais sediadas no Amazonas e municipais de Manaus ou Tefé (a 523 quilômetros da capital).

Com informações da assessoria