A China manifestou forte repúdio à detenção do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, exigindo sua soltura imediata e a garantia de segurança para ele e sua esposa. Em um comunicado oficial divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, Pequim condenou veementemente a operação militar americana em território venezuelano, classificando-a como um ataque à soberania e ao princípio de não intervenção, além de um ato hegemônico que ameaça a paz e a segurança regional.
Maduro detido e acusado de crimes nos EUA
Nicolás Maduro foi capturado pelas autoridades americanas em Caracas e levado sob custódia para Nova York, onde foi fichado na sede da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA). O presidente Donald Trump, em coletiva de imprensa, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana, juntamente com a primeira-dama, Cilia Flores. Ambos foram formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de armamento pesado.
Relações China-Venezuela e o princípio de não interferência
A posição da China reflete seu papel como parceira política e econômica de longa data da Venezuela. Pequim tem consistentemente defendido que as questões internas venezuelanas devem ser resolvidas pelo próprio povo, sem qualquer tipo de ingerência externa. A ação dos EUA, na visão chinesa, desrespeita essa premissa fundamental das relações internacionais e agrava a instabilidade na América do Sul.
Contexto da operação americana e desdobramentos
A prisão de Maduro ocorre em meio a uma complexa operação militar americana que envolveu diversas agências de inteligência e forças de elite. O governo dos EUA declarou que pretende conduzir a Venezuela por meio de um grupo em formação, visando uma transição de poder, embora detalhes sobre os prazos e o funcionamento desse arranjo ainda não tenham sido divulgados. Enquanto isso, a Venezuela declarou estado de emergência após o ataque, e a Suprema Corte do país ordenou que Delcy Rodríguez assumisse a presidência, em meio a um cenário de incertezas políticas e jurídicas.





