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Chikungunya preocupa Mato Grosso do Sul com aumento de casos e risco de complicações

A chikungunya, arbovirose transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti, tem gerado preocupação em Mato Grosso do Sul. O vírus, que se espalhou por todo o Brasil, pode causar desde dor articular incapacitante até manifestações extra-articulares graves, incluindo complicações neurológicas.


Entendendo a doença e sua disseminação

Introduzida nas Américas em 2013, a chikungunya rapidamente se disseminou. No Brasil, a doença foi confirmada pela primeira vez em 2014 e, atualmente, todos os estados registram transmissão. Em 2023, observou-se uma dispersão territorial significativa, com maior incidência concentrada na Região Sudeste, contrastando com períodos anteriores onde o Nordeste era o epicentro.


Sintomas e fases da infecção

Os principais sintomas da chikungunya incluem febre de início súbito e dor articular intensa. A doença pode evoluir em três fases:

  • Fase Aguda: Dura até seis semanas e é caracterizada por febre e dores articulares intensas.
  • Fase Subaguda: Pode se estender por até seis meses, com persistência das dores articulares, embora em menor intensidade.
  • Fase Crônica: Apresenta dor articular persistente, que pode durar anos, mesmo após o desaparecimento dos outros sintomas.

É possível o desenvolvimento de manifestações extra-articulares, afetando sistemas como o nervoso, cardiovascular, pele e rins, podendo levar à necessidade de internação hospitalar e, em casos extremos, ao óbito.

Diagnóstico e tratamento no SUS

O diagnóstico da chikungunya é clínico e laboratorial, devendo ser realizado por um médico. Todos os exames necessários e testes diagnósticos estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Em caso de suspeita, a notificação deve ser feita ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Online) em até sete dias, e em caso de óbito, em até 24 horas.

Não há tratamento antiviral específico para a chikungunya. A terapia é focada no alívio dos sintomas, com analgesia e suporte. A hidratação oral é estimulada, e a escolha dos medicamentos é baseada na avaliação clínica e escalas de dor. Fisioterapia pode ser recomendada em casos de comprometimento musculoesquelético significativo. O Ministério da Saúde reforça a importância de procurar um profissional de saúde ao surgirem os sintomas, evitando a automedicação, que pode mascarar o quadro e dificultar o diagnóstico.

Com informações da Agência Brasil