
Em um esforço conjunto para combater a crescente onda de violência contra a mulher, os chefes dos três Poderes da República assinarão um pacto nacional contra o feminicídio. A medida surge em um cenário alarmante, onde os números de assassinatos de mulheres em razão de gênero continuam a assombrar o Brasil.
Dados preocupantes impulsionam a ação
Os dados de 2024 revelam a gravidade da situação: até o início de dezembro, o país registrou 1.459 feminicídios. Isso significa que, em média, quatro mulheres foram mortas por dia em razão de seu gênero, frequentemente em contextos de violência doméstica, familiar ou por menosprezo e discriminação.
As estatísticas de 2025 não apresentam um quadro mais animador. Até o mesmo período, mais de 1.180 feminicídios foram computados, acompanhados por quase 3 mil atendimentos diários registrados pelo Ligue 180, canal oficial do Ministério das Mulheres. Esses números evidenciam a urgência de ações coordenadas e eficazes.
O que é feminicídio e sua gravidade
O feminicídio é definido como o homicídio de uma mulher cometido em razão de seu gênero. Ele se caracteriza por violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação contra a condição feminina. É considerado a expressão máxima da violência de gênero e, em muitos casos, é o desfecho de um histórico de agressões. As motivações podem incluir ódio, inferiorização ou um sentimento de posse sobre a vítima.
No Brasil, o feminicídio é classificado como crime hediondo. Quando tipificado como qualificador do homicídio, a pena prevista é de reclusão de 12 a 30 anos, refletindo a severidade com que a legislação trata este crime bárbaro.
Com informações da Agência Brasil





