
O mercado de trabalho brasileiro encerra 2024 com a continuidade do processo de formalização, segundo dados da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE. No trimestre encerrado em novembro, a quantidade de trabalhadores com carteira assinada no setor privado subiu 2,6% em relação ao trimestre anterior, acrescentando cerca de 1 milhão de pessoas e chegando a 39,4 milhões.
Carreira assinada no setor privado atinge novo recorde; setor público também sobe
O resultado consolidou 39,4 milhões de trabalhadores formais no privado e 13,1 milhões no setor público, os dois patamares mais altos já registrados pela série. O avanço no público ficou em 1,9% frente ao trimestre anterior, com alta de 3,8% no ano, reforçando a tendência de maior formalização no conjunto da força de trabalho.
Informalidade cai apesar da alta na formalização
A parcela da população ocupada sem carteira caiu para 37,7%, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais. A coordenadora do IBGE ressalta que essa composição se mantém estável, mas aponta que o segmento informal não acompanhou o mesmo impulso positivo, registrando recuo em várias frentes, o que ajuda a reduzir a proporção de informalidade.
Rendimentos sobem e fortalecem a massa de renda
O rendimento médio real habitual da população ocupada atingiu R$ 3.574, com crescimento de 1,8% no trimestre e 4,5% frente ao mesmo período de 2024, já descontada a inflação. A rubrica de maior contribuição veio dos setores de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, que impulsionaram ganhos médios. A massa de rendimento real habitual somou R$ 363,7 bilhões, 2,5% acima do trimestre, e 5,8% acima do ano anterior.
Além disso, a PNAD Contínua reitera que a pesquisa é a principal fonte de leitura da força de trabalho no Brasil, acompanhando cerca de 211 mil domicílios em 3.500 municípios, com aproximadamente dois mil entrevistadores integrais.
Com informações da Agência Brasil.





