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Brasileiros sacam R$ 403 milhões em valores esquecidos em bancos em janeiro

Em janeiro deste ano, cidadãos brasileiros resgataram R$ 403,29 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) e indicam que o Sistema de Valores a Receber (SVR) já retornou R$ 13,76 bilhões aos seus donos, com R$ 10,5 bilhões ainda à espera de serem reclamados.


O que é o Sistema de Valores a Receber?

O SVR é uma plataforma criada pelo BC que permite aos cidadãos verificar se possuem dinheiro esquecido em bancos, consórcios, financeiras e corretoras. A consulta é simples e não exige login, bastando informar o CPF ou CNPJ e a data de nascimento ou abertura da empresa.


Como resgatar os valores?

Caso haja valores a receber, o usuário deve acessar o sistema com a conta Gov.br (nível prata ou ouro) para verificar detalhes como origem, instituição e contato. O resgate pode ser feito diretamente com a instituição, pelo próprio SVR, ou através da solicitação automática de resgate, que é opcional e exclusiva para pessoas físicas com chave Pix do tipo CPF.

Origens dos valores esquecidos:

Os valores esquecidos podem ter diversas origens, como tarifas e cestas de serviços cobradas indevidamente, contas salários encerradas, recursos de grupos de consórcio não contemplados ou com saldo remanescente, e também valores de planos de previdência privada abertos e de contas de pagamento. Informações detalhadas sobre as fontes podem ser encontradas no site do Banco Central.

Quem são os beneficiários?

Até o final de janeiro, mais de 37,7 milhões de correntistas já haviam resgatado seus valores. No entanto, aproximadamente 54,6 milhões de beneficiários ainda não sacaram seus recursos. A maioria dos valores a receber são de pequenas quantias, com 64,57% dos beneficiários tendo direito a até R$ 10.

Atenção a golpes

O Banco Central alerta a população sobre golpes que visam intermediar o resgate de valores esquecidos. É importante ressaltar que todos os serviços do SVR são gratuitos e que o BC não envia links nem entra em contato para solicitar dados pessoais ou senhas. Desconfie de qualquer oferta que exija pagamento ou fornecimento de informações sigilosas.

Com informações da Agência Brasil