
O Brasil reitera sua confiança na iminente conclusão do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que as negociações estão avançadas e que o governo brasileiro mantém uma perspectiva otimista. Segundo ele, o tratado, resultado de mais de duas décadas de discussões, tem o potencial de se tornar o maior acordo comercial global, promovendo o livre comércio em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e tendências protecionistas.
Desafios e Avanços na Negociação
A assinatura do acordo, inicialmente prevista para dezembro passado, enfrentou adiamentos devido a divergências internas na União Europeia. A oposição de setores conservadores na Itália e, especialmente, de produtores rurais franceses, representados pelo presidente Emmanuel Macron, que exige novas salvaguardas para o agronegócio de seu país, foram pontos de resistência significativos. Apesar desses obstáculos, a Comissão Europeia sinalizou progressos recentes nas negociações, embora uma data oficial para a assinatura ainda não tenha sido confirmada.
Mesmo após um eventual acordo, o processo ainda demandará etapas formais. No Brasil, o texto passará por aprovação do Congresso Nacional. Na Europa, será necessária a validação do Conselho Europeu, do Parlamento Europeu e a ratificação pelos parlamentos dos 27 estados-membros.
Importância Estratégica e Novos Horizontes
Alckmin ressaltou a relevância estratégica do acordo Mercosul-UE em um contexto global instável, enfatizando seu papel no fortalecimento do multilateralismo. A política externa brasileira, sob a orientação do presidente Lula, prioriza o diálogo e a negociação. Além do tratado com a UE, o governo busca expandir parcerias comerciais, incluindo um acordo com os Emirados Árabes Unidos e a ampliação de preferências tarifárias com Índia, México e Canadá.
Em paralelo, o desempenho do comércio exterior brasileiro em 2025 apresentou resultados positivos. As exportações do país registraram um crescimento de 5,7%, superando a projeção da Organização Mundial do Comércio para o comércio global. A Argentina se destacou como o principal mercado de expansão para produtos brasileiros, com um aumento de 31,4% nas importações, impulsionado, em grande parte, pelo setor automotivo. Com informações da Agência Brasil.





