Início Política Bolsonaro ignora ataques da Rússia e fala de futebol, Argentina e MST

Bolsonaro ignora ataques da Rússia e fala de futebol, Argentina e MST

Em vídeo com apoiadores na manhã desta quinta-feira, na entrada do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro falou de vários assuntos: seca no Paraná, MST, jogo do Palmeiras e a situação da Argentina. Mas não comentou o ataque da Rússia à Ucrânia. Ele falou com os apoiadores antes de embarcar para São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

DB Atacado e Varejo

Na semana passada, já em meio ao temor de uma invasão, Bolsonaro visitou a Rússia. Na época, o governo russo ensaiou um recuo, o qual foi visto com descrédito pelos Estados Unidos e aliados. Mesmo assim, por mais de uma vez, Bolsonaro sugeriu que sua passagem pela Rússia tinha ajudado a distensionar o clima. Na ocasião, Bolsonaro também afirmou que Putin era alguém que buscava a paz.

Na conversa com apoiadores nesta quinta, Bolsonaro voltou a criticar o MST e a dizer que retirou dinheiro de entidades ligadas ao movimento. Também perguntou se havia alguém do Paraná no local, para falar da seca que atinge o estado. Conversou com um argentino, oportunidade em que aproveitou para criticar o país vizinho:


“Vou sair daqui a pouco. Conversa com ele como está a Argentina. Vamos aprender com os erros dos outros.”


Também perguntou o resultado do jogo do seu time, o Palmeiras, que empatou na quarta-feira com o Athletico-PR no primeiro jogo da decisão da Recopa Sul-Americana:


“Não vi o jogo do Palmeiras. Quanto foi alguém sabe?”

Na manhã desta quinta, o vice-presidente Hamilton Mourão, por sua vez, criticou o ataque da Rússia à Ucrânia e comparou o presidente russo, Vladimir Putin, ao líder da Alemanha nazista, Adolf Hitler. Mourão disse que apenas sanções econômicas contra a Rússia não são suficientes, sendo necessário também o uso da força. Segundo ele, se não for feito nada, outros países da região poderão ser invadidos depois pelos russos.

“Tem que haver o uso da força, realmente um apoio à Ucrânia, mais do que está sendo colocado. Essa é a minha visão. Se o mundo ocidental pura e simplesmente deixar que a Ucrânia caia por terra, o próximo será a Bulgária, depois os Estados bálticos, e assim sucessivamente, assim como a Alemanha hitlerista fez nos anos 30”, afirmou Mourão em rápida entrevista à imprensa ao chegar ao Palácio do Planalto.

Por outro lado, Mourão evitou criticar Bolsonaro. Questionado se o presidente estava errado, o vice-presidente disse que não comentaria as palavras dele. Perguntado se Bolsonaro estava mal assessorada, respondeu não saber, uma vez que não estava na viagem.