
O mercado financeiro brasileiro celebrou um dia de forte recuperação nesta quinta-feira (15), com o principal índice da bolsa, o Ibovespa, atingindo um novo patamar histórico e se aproximando dos 166 mil pontos. A valorização foi impulsionada por um cenário externo mais calmo e pela perspectiva de manutenção de uma política monetária favorável no país, enquanto o dólar registrou sua primeira queda após uma sequência de altas, voltando a ser negociado abaixo de R$ 5,40.
Cenário Externo Favorece o Mercado Brasileiro
A tensão geopolítica global diminuiu significativamente após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizando o fim do conflito com o Irã e a intenção de manter Jerome Powell à frente do Federal Reserve (Fed). Essa redução nas incertezas externas contribuiu para a queda nos preços do petróleo no mercado internacional, o que, por sua vez, impactou as ações da Petrobras. Apesar da queda dos papéis da estatal, o otimismo geral prevaleceu no mercado brasileiro.
Perspectiva de Juros Baixos Sustenta Alta da Bolsa
Adicionalmente, a divulgação de dados sobre o comércio brasileiro, que apontou um crescimento de 1% em novembro, mas com sinais de desaceleração na atividade econômica, reforçou as expectativas de que o Banco Central possa futuramente reduzir a Taxa Selic. Um ambiente de juros mais baixos tende a atrair investidores para a bolsa de valores, em busca de maiores retornos em comparação com a renda fixa. Essa expectativa foi um dos pilares para a escalada do Ibovespa, que fechou o dia com alta de 0,26%, alcançando 165.568 pontos.
Dólar Apresenta Correção e Mercado Cambial se Estabiliza
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com uma queda de 0,62%, cotado a R$ 5,368. Após ter ultrapassado a marca de R$ 5,40 no início da sessão, a moeda americana recuou durante a tarde, impulsionada pelo aumento do fluxo de capital estrangeiro para o Brasil. A liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, anunciada no início do dia, teve um impacto limitado nas negociações, com os fatores externos e a política monetária doméstica ditando o ritmo do mercado cambial.
Com informações da Agência Brasil.





