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Bolsa Brasileira Dispara e Alcança Pico Histórico; Dólar Mantém Estabilidade Abaixo de R$ 5,30


O mercado financeiro brasileiro viveu uma semana de euforia, culminando com o Ibovespa, principal índice da B3, fechando em 178.858 pontos nesta sexta-feira (23), um avanço de 1,86%. O dia foi marcado por um pico de 180 mil pontos durante as negociações, cenário que não se via há tempos. A performance semanal foi espetacular, com uma alta acumulada de 8,53%, a maior desde abril de 2020, período em que a bolsa se recuperava das fortes quedas iniciais da pandemia de Covid-19. Essa escalada reflete um otimismo crescente, apesar de alguns investidores terem realizado lucros no final do pregão.


Fuga de Capital dos EUA Impulsiona Emergentes

A onda positiva na bolsa brasileira é amplificada por um movimento global de saída de capitais dos Estados Unidos em direção a mercados emergentes. O Brasil tem se beneficiado significativamente desse fluxo, com uma entrada líquida de R$ 12,35 bilhões apenas nos primeiros 21 dias de janeiro. Esse volume representa quase metade do saldo positivo registrado durante todo o ano anterior, indicando uma forte atratividade do mercado nacional para investidores internacionais.


Juros Elevados e Câmbio Estável

No mercado de câmbio, o dólar apresentou um comportamento mais contido. Após duas sessões de queda, a moeda americana encerrou o dia vendida a R$ 5,287, com uma variação positiva mínima de 0,05%. A cotação chegou a flertar com os R$ 5,30 no decorrer do dia, mas a entrada de capital externo ajudou a manter a moeda próxima da estabilidade. Na semana, o dólar acumulou uma desvalorização de 1,61%, atingindo os menores níveis desde a primeira quinzena de novembro. A atratividade do Brasil para o capital estrangeiro é reforçada pela política de juros altos, com a Taxa Selic atualmente em 15% ao ano, patamar que oferece um diferencial expressivo em relação às taxas de juros de economias desenvolvidas. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá em breve para definir os próximos passos da política monetária.

Com informações da Agência Brasil.