
O Banco Central (BC) aprovou nesta terça-feira (3) uma resolução que permite às instituições financeiras descontarem os valores que precisarão antecipar ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) diretamente do depósito compulsório. Essa movimentação tem o potencial de liberar aproximadamente R$ 30 bilhões para os bancos ainda em 2026.
Reforço para o FGC e alívio para bancos
A decisão surge após o FGC determinar, em fevereiro, que os bancos antecipassem contribuições mensais para recompor seu caixa, impactado por quebras de instituições como o Banco Master. O objetivo é manter a confiança no sistema financeiro, já que o FGC é responsável por garantir depósitos e aplicações de clientes em caso de insolvência bancária, com cobertura de até R$ 250 mil por instituição e R$ 1 milhão por correntista a cada quatro anos.
Entendendo o compulsório e a nova regra
O depósito compulsório é uma reserva obrigatória que os bancos mantêm junto ao Banco Central. Essa ferramenta é utilizada pelo BC para controlar a quantidade de dinheiro em circulação e garantir a estabilidade financeira. Com a nova regra, o valor antecipado ao FGC poderá ser abatido dessa reserva.
Impacto financeiro e compensação
O Banco Central esclarece que a liberação desses recursos não terá impacto inflacionário na economia. O dinheiro extra que circulará em decorrência do desconto no compulsório compensará os recursos que deixarão de circular devido às antecipações ao FGC. A recomposição do compulsório ocorrerá gradualmente, mês a mês, à medida que as parcelas antecipadas ao fundo forem vencendo.
As instituições financeiras terão a flexibilidade de escolher se a compensação será feita sobre recursos de depósitos à vista, como contas correntes, ou a prazo, como Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Essa medida visa equilibrar o fortalecimento do FGC com a manutenção da liquidez no sistema financeiro.
Com informações da Agência Brasil





