
A balança comercial brasileira encerrou o ano de 2025 com um superávit de US$ 68,293 bilhões, uma redução de 7,9% em comparação com o ano anterior. No entanto, o desempenho de dezembro alcançou um recorde histórico para o mês desde 1989, sinalizando uma resiliência notável do setor exportador, mesmo diante de desafios globais como tarifas comerciais e a queda nos preços de commodities. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Desempenho Anual e Recorde Mensal
Apesar da queda no saldo anual, o resultado de 2025 representa o terceiro maior superávit comercial da série histórica iniciada em 1989. Os anos de 2023 e 2024 registraram saldos mais expressivos, com US$ 98,903 bilhões e US$ 74,177 bilhões, respectivamente. Em dezembro de 2025, o superávit atingiu US$ 9,633 bilhões, um aumento expressivo de 107,8% em relação ao mesmo mês de 2024 e o maior valor já registrado para o período.
Impulsionadores e Desafios do Comércio Exterior
Tanto as exportações quanto as importações bateram recordes em 2025. As vendas para o exterior somaram US$ 348,676 bilhões, com uma alta de 3,5% em relação ao ano anterior, demonstrando a força competitiva dos produtos brasileiros, conforme destacou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Ele ressaltou que o volume de exportações brasileiras cresceu 5,7%, superando o dobro do crescimento do comércio global (2,4%), o que evidencia a resiliência do setor.
Por outro lado, as importações apresentaram um crescimento mais acentuado, de 6,7%, alcançando US$ 280,382 bilhões. Esse aumento é atribuído à recuperação da economia interna, impulsionando o consumo e os investimentos. O ritmo de crescimento das importações superou o das exportações, impactando o saldo final do ano.
Projeções Superadas
O resultado final da balança comercial superou as projeções do próprio Mdic, que estimava um superávit de US$ 60,9 bilhões para 2025, com exportações em US$ 344,9 bilhões. As importações ficaram abaixo do previsto, em US$ 284 bilhões, o que contribuiu para um saldo final mais robusto do que o esperado.
Setores e Produtos em Destaque
Em dezembro, o crescimento das exportações foi impulsionado por diversos setores, com destaque para o petróleo bruto, cuja retomada da produção após manutenções programadas em novembro foi fundamental. O aumento das importações, por sua vez, está diretamente ligado à recuperação econômica e ao consequente aumento do consumo e dos investimentos.
Com informações da Agência Brasil.





