
O Brasil encerrou o ano de 2025 com o nível mais alto de atividade turística registrado em 14 anos. O Índice de Atividades Turísticas (Iatur) apresentou uma alta de 4,6% em comparação com 2024, alcançando o pico da série histórica iniciada em 2011. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como parte da Pesquisa Mensal de Serviços.
O Iatur, que abrange 22 atividades ligadas ao turismo, como hotéis, agências de viagens e transporte aéreo, superou em 13,8% o patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020. Este é o quinto ano seguido de crescimento para o setor, que havia sofrido uma retração superior a 30% em 2020 devido à pandemia de Covid-19.
Motores do crescimento em 2025
O desempenho positivo em 2025 foi impulsionado principalmente pela receita de empresas de transporte aéreo de passageiros, serviços de bufê, e serviços de reservas de hospedagens e hotéis. A pesquisa considerou dados de 17 estados brasileiros.
Quatorze unidades da federação registraram alta nas atividades turísticas. São Paulo, com 3,9%, Paraná (5,5%), Bahia (6,6%), Rio de Janeiro (10,8%) e Rio Grande do Sul (11,4%) foram os estados com maior contribuição para o resultado nacional. Apesar de não ter o maior crescimento nominal, São Paulo teve a maior influência no cálculo devido ao seu peso econômico.
Minas Gerais (-4,4%), Mato Grosso (-1,2%) e Goiás (-0,4%) foram as únicas localidades a apresentarem perdas no período.
COP30 impulsiona Pará
O estado do Pará, que sediou a COP30 em novembro de 2025, registrou uma expansão de 7,8% em suas atividades turísticas, superando a média nacional. Segundo o IBGE, o evento teve um impacto positivo, mas sua curta duração explica um crescimento inferior ao registrado em 2024 (9,7%).
Setor de Serviços em expansão
Considerando o setor de serviços em sua totalidade, que engloba 166 atividades, o crescimento em 2025 foi de 2,8%, marcando também o quinto ano consecutivo de expansão. Segmentos como portais de internet, transporte aéreo e rodoviário de carga, publicidade e desenvolvimento de software foram os que mais influenciaram esse resultado.
Com o desempenho de dezembro, o setor de serviços como um todo está 0,4% abaixo do seu pico histórico, registrado em novembro de 2025, mas 19,6% acima do patamar pré-pandemia.
Com informações da Agência Brasil





