Início Saúde Anvisa aprova Sephience, novo medicamento para fenilcetonúria

Anvisa aprova Sephience, novo medicamento para fenilcetonúria

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quinta-feira (23) a aprovação do registro do medicamento Sephience, voltado para o tratamento da fenilcetonúria. A doença, de origem genética, é caracterizada pela deficiência de uma enzima hepática essencial para a metabolização da fenilalanina, um aminoácido presente em alimentos ricos em proteínas.


Em nota oficial, a Anvisa ressaltou a importância do controle rigoroso dos níveis de fenilalanina no sangue para pacientes com fenilcetonúria. A elevação desse aminoácido pode causar efeitos neurotóxicos, resultando em déficits neurocognitivos e deficiência intelectual severa e irreversível.


O tratamento, que deve ser iniciado no primeiro mês de vida e mantido por toda a vida, visa a quebra do aminoácido e a ampliação das possibilidades dietéticas. O Sephience, indicado para pacientes de todas as idades, promete melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos indivíduos afetados.

Entendendo a Fenilcetonúria

A fenilcetonúria é uma condição detectada em cerca de um a cada 15 mil a 17 mil nascimentos no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. O diagnóstico precoce é realizado por meio da triagem neonatal, que verifica os níveis de fenilalanina no sangue dos bebês entre o terceiro e o quinto dia de vida.

O exame, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) através do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), é crucial para evitar a manifestação de sintomas graves. Crianças com fenilcetonúria não apresentam sinais ao nascer, mas o atraso no desenvolvimento neuropsicomotor pode se tornar evidente a partir dos seis meses de idade. Sem tratamento adequado nos primeiros meses de vida, a doença pode evoluir para deficiência intelectual, odor característico na urina e suor, além de distúrbios comportamentais.

É fundamental que as famílias fiquem atentas aos rótulos de alimentos e medicamentos industrializados, verificando a presença e a quantidade de fenilalanina. O uso do adoçante aspartame é contraindicado para esses pacientes.

Com informações da Anvisa