
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo tratamento para hemofilia, a fitusirana sódica, que promete revolucionar a vida de pacientes com a doença ao reduzir a frequência de sangramentos e a necessidade de aplicações. A novidade é vista como um marco para a comunidade hemofílica no Brasil.
Entendendo a Hemofilia
A hemofilia é uma condição genética causada pela deficiência de proteínas essenciais para a coagulação sanguínea, conhecidas como fatores de coagulação. O tipo A, mais comum, resulta da falta do fator VIII, enquanto o tipo B é decorrente da ausência do fator IX. Sem a produção adequada de trombina, o organismo tem dificuldade em formar coágulos, o que pode levar a episódios hemorrágicos persistentes.
Impacto da Nova Terapia
Atualmente, os protocolos de tratamento exigem infusões frequentes, de três a quatro vezes por semana. Com a aprovação da fitusirana sódica, a aplicação se torna subcutânea e a frequência diminui drasticamente para uma dose a cada dois meses. Essa mudança representa um avanço significativo na qualidade de vida, permitindo que pacientes e familiares se preocupem menos com a doença.
Autonomia e Aderência ao Tratamento
Para Tania Maria Onzi Pietrobelli, presidente da Federação Brasileira de Hemofilia (FBH), a fitusirana sódica trará mais autonomia para os pacientes e melhorará a logística nos centros de tratamento. “Com essa nova tecnologia as pessoas poderão viver sem focar na doença, tendo o direito de viver plenamente”, ressaltou.
Mariana Battazza, presidente da Associação Brasileira de Pessoas com Hemofilia, destacou que a nova terapia pode melhorar a adesão ao tratamento, um desafio conhecido. “Atualmente, o que percebemos em nossa pesquisa Jornada dos pacientes com hemofilia A e B no Brasil é que o desfecho dos tratamentos com fator de coagulação são piores do que o imaginado porque as barreiras de adesão ao tratamento são muito grandes”, explicou.
Com informações da Agência Brasil





