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Alerta de Seca Severa em São Paulo: Chuvas Abaixo da Média Agravam Crise Hídrica


A região metropolitana de São Paulo e grande parte do estado enfrentam um cenário hídrico preocupante, com chuvas que se mantêm abaixo da média histórica. A persistência de condições climáticas desfavoráveis, associada ao fenômeno La Niña, intensifica o quadro de seca severa e extrema, já instalado desde o início de 2024. A situação exige atenção especial, pois os reservatórios que abastecem a capital e municípios vizinhos atingiram níveis críticos, comparáveis a períodos de estiagens severas anteriores.


La Niña e o Bloqueio das Chuvas

Especialistas apontam que a dificuldade no avanço de frentes frias vindas do Sul e a escassez de umidade proveniente do Oeste são fatores determinantes para a falta de chuva. Essas condições atmosféricas estão diretamente ligadas à anomalia positiva de temperatura no Oceano Pacífico, característica do fenômeno La Niña. Conforme confirmação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a atuação do La Niña tem um papel crucial no agravamento da seca em todo o território paulista.


Reservatórios em Níveis Críticos

Os impactos dessa escassez já são visíveis nos níveis dos reservatórios. O Sistema Integrado Metropolitano, gerido pela Sabesp, opera com cerca de 27,7% de sua capacidade, um índice que remete a períodos de crise hídrica passados. O sistema Cantareira, um dos mais importantes para o abastecimento da Grande São Paulo, apresenta um volume ainda mais alarmante, com 19,39% de sua capacidade. O reservatório Jaguari-Jacareí, componente essencial do Cantareira, opera com apenas 16,89%.

Impactos de Curto e Longo Prazo

A Agência Nacional de Águas (ANA) monitora a situação hídrica e aponta que os efeitos da escassez já se manifestam no curto prazo em todo o estado. Por outro lado, as porções noroeste e leste de São Paulo podem sofrer com impactos de longo prazo, afetando a disponibilidade de água e os ecossistemas locais. A Sabesp tem adotado medidas para amenizar a crise, como a ampliação da captação em alguns sistemas e a redução do fornecimento durante a noite em diversas regiões desde o final de agosto de 2025. A companhia ressalta que a disponibilidade hídrica per capita na região metropolitana é extremamente baixa, em torno de 149 m³ por habitante ao ano, um quadro agravado pela concentração populacional e pela oferta natural limitada de água.

Secas pelo Brasil: Um Panorama Nacional

O Monitor de Secas da ANA, com dados de dezembro, aponta para uma piora em diversas regiões do país. No Nordeste, há avanço da seca extrema em estados como Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Em Minas Gerais, a área com seca grave e moderada aumentou. Enquanto isso, as Regiões Sul e Norte apresentaram melhora em grande parte de suas áreas, com recuo de diferentes níveis de seca. No Centro-Oeste, o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registraram chuvas acima da média em algumas áreas, mas com permanência de setores com seca moderada e até grave no Mato Grosso do Sul.

Com informações da Agência Brasil