
Dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha desembarcaram no Brasil na noite de quinta-feira (30). Os jovens, que estavam em viagem de lazer nos Estados Unidos, foram recebidos no aeroporto por uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina, que cumpriu mandados de busca e apreensão de seus celulares.
Os aparelhos apreendidos foram encaminhados à Polícia Científica para análise de dados, em uma investigação que apura o crime de maus-tratos. Outros dispositivos eletrônicos dos adolescentes já haviam sido recolhidos em operações anteriores. A polícia também solicitou a emissão do laudo de corpo de delito do animal.
Brutalidade contra o cão Orelha chocou o país
O caso que ganhou repercussão nacional ocorreu no dia 4 de janeiro, na Praia Brava, em Santa Catarina. Orelha, um cão comunitário de aproximadamente 10 anos, foi vítima de espancamento por quatro adolescentes. Devido à gravidade dos ferimentos, o animal precisou ser submetido à eutanásia no dia seguinte, por recomendação veterinária.
Investigação e coação de testemunhas
A investigação policial aponta que pais e um tio de dois dos adolescentes teriam tentado coagir testemunhas e atrapalhar o andamento das apurações. Por esse motivo, os três adultos foram indiciados. As investigações sobre o crime contra Orelha continuam em andamento.
Outro caso de violência animal no Paraná
Em paralelo, a polícia do Paraná investiga a morte do cachorrinho Abacate, ocorrida na cidade de Toledo na última terça-feira (27). O animal foi atingido por um disparo de arma de fogo. As autoridades buscam identificar o autor do crime.
Com informações da Agência Brasil





