Início Cidades Adaf prorroga vacinação contra febre aftosa em oito municípios do Amazonas

Adaf prorroga vacinação contra febre aftosa em oito municípios do Amazonas


Seguindo recomendação nacional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) prorrogou, até o dia 17 de dezembro, a segunda etapa da campanha Amazonas Sem Febre Aftosa, em oito municípios do Amazonas. A vacinação iniciou no dia 1º de novembro e se encerraria ontem (30). Com a prorrogação, os produtores poderão fazer a notificação do procedimento junto a um dos escritórios da Adaf até o dia 23 de dezembro.


A vacinação, obrigatória para garantir a sanidade de bovinos e bubalinos e a qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos amazonenses, contempla os municípios: Presidente Figueiredo, Barcelos, Carauari, Juruá, Novo Airão, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira e da sede de Tapauá. A estimativa é que 6,6 mil animais de até 24 meses sejam imunizados nesta etapa, garantindo a manutenção do status de zona livre da doença com vacinação nesta área.


Os produtores podem adquirir as vacinas junto ao Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) ou em uma das casas agropecuárias cadastradas junto à Adaf e divulgadas no site da autarquia. A coordenadora do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (Pnefa) no Amazonas, Joelma Silva, orienta os criadores a imunizar seus rebanhos e evitar multas.

“A vacinação é uma garantia para o produtor, que assegura a sanidade do seu rebanho, e para o estado, que mantém seu status de território livre da doença. Aqueles que descumprirem a vacinação obrigatória estão sujeitos a multas de R$ 40 por animal, mais R$ 300 por propriedade”, destacou.

O município de Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros de Manaus) é o responsável pelo maior rebanho, nesta etapa, com 10,9 mil bovídeos (gado e búfalo). A expectativa é que na cidade 3,9 mil animais sejam imunizados.

A manutenção dos índices vacinais satisfatórios, ou seja, acima de 90%, segue as diretrizes do Pnefa e consiste em um pré-requisito para que haja a suspensão da vacina em todo o estado, assim como a substituição da imunização por ações de vigilância efetivas.

Programa

Criado em 1992 e implantado no Amazonas em 2005, o Pnefa tem a expectativa de, até 2026, adquirir para o país o status de livre de febre aftosa sem vacinação.

Concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o reconhecimento é o nível máximo de sanidade e defesa agropecuária, possibilitando o acesso do Brasil aos mercados mais exigentes para a compra de carne como, por exemplo, Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.

Com informações da assessoria

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com