Acordo Mercosul-UE: Entra em Vigor no Segundo Semestre, Afirma Vice-Presidente Geraldo Alckmin


O aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia tem previsão para entrar em vigor já no segundo semestre deste ano, conforme anunciado pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A assinatura oficial do bloco está marcada para o próximo sábado (17), após 25 anos de negociações.


Marco Histórico no Comércio Global

Alckmin ressaltou a importância histórica do acordo, que representa a maior união comercial entre blocos no mundo. O pacto abrange um mercado consumidor de 720 milhões de pessoas e movimenta cerca de US$ 22 trilhões. Ele envolve os cinco países membros do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e a Bolívia, que recentemente aderiu – e os 27 países da União Europeia, considerados as economias mais ricas do planeta.


Benefícios e Impacto Econômico

A expectativa é que o acordo promova um aumento significativo no comércio bilateral, com a eliminação de tarifas e o estabelecimento de livre comércio com regras claras. O ministro destacou que o acordo trará benefícios diretos para a sociedade, com acesso a produtos mais baratos e de melhor qualidade. Além disso, o comércio exterior é visto como um motor essencial para a geração de empregos, especialmente para empresas que dependem da exportação para sua sustentabilidade, uma vez que o mercado interno sozinho pode não ser suficiente.

Um Sinal de Estabilidade em Cenário Global Complexo

Em um contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica, conflitos e o avanço do protecionismo, Geraldo Alckmin classificou o acordo Mercosul-UE como um exemplo para o mundo. Ele enfatizou que a conclusão bem-sucedida das negociações demonstra que o diálogo, a negociação e o fortalecimento do multilateralismo são caminhos viáveis para o avanço do livre comércio. A aprovação legislativa nos parlamentos envolvidos é o próximo passo crucial, com a expectativa de que as leis de internalização sejam aprovadas ainda no primeiro semestre, abrindo caminho para a entrada em vigor do acordo nos meses subsequentes. Com informações da Agência Brasil.